MENSAGEM BÍBLICA

A CAMINHO DE DAMASCO

*Pr. Edivaldo Rocha

“Mas na estrada de Damasco, quando Saulo já estava perto daquela cidade, de repente, uma luz que vinha do céu brilhou em volta dele. Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia: Saulo, Saulo, por que você me persegue?” (At 9:3-4).

Saulo foi um militante judeu do partido do farisaísmo. No exercício de sua religiosidade dividia seu tempo entre executar mandado de prisão e castigar quem se professava cristão. É interessante que o farisaísmo, bem como os outros partidos do judaísmo remontava uma religião nacionalista. É o que mais ou menos o hinduísmo é para o povo da Índia. Não há como ser hinduísta sem nascer na Índia. É claro que para ser praticante do judaísmo, não é necessário nascer em Israel. O judaísmo aceitava conversões. Mas a ação de Saulo se caracterizava em perseguir a denominada no momento seita cristã. Não importa onde o praticante estivesse, Saulo perseguia e trazia o indivíduo para Jerusalém par a punição prevista.

O trecho bíblico selecionado narra o episódio aonde Saulo vai em “caça aos cristãos” fora dos limites de Israel. Saulo vai para a Damasco que na época pertencia à Síria dominada pelo Império Romano. Então os fatos demonstram que Saulo usando de sua cidadania romana percorria todo Império a procura de cristãos para prendê-los.

Se nos perguntássemos que motivos levaram Saulo e desprender tão grande esforço, talvez elencássemos que fora por sua religião. Mas essa alternativa não generaliza o fato em si. Ou seja, nem todos os fariseus perseguiam os cristãos como Saulo fazia. Poderíamos dizer que Saulo tinha ódios dos cristãos. Essa alternativa também encontra seus problemas de justificativas, visto o ponto que o Império Romano não iria deixar a solta um Judeu enfurecido. Quem não pensaria que esse judeu não pudesse mais tarde transferir esse ódio por seus dominadores, então essa alternativa se mostrava como possível problema que os romanos não queriam ver concretizar. Contudo, os fatos me levam a crer que Saulo perseguia os cristãos simplesmente por achar que estava certo agir assim.

Nós devemos lembrar que Saulo era um religioso zeloso. E por religioso zeloso entendo que é aquele tipo de religioso que procura agradar ao seu Deus. Saulo acreditava que perseguindo os cristãos estaria sendo zeloso com sua religião. Saulo agia conforme acreditava e por isso perseguia “em nome de Deus”.

O caminho para damasco na vida de Saulo não foi um momento de repreensão por ter agido errado, mas foi um momento de reajustamento de valores, ou até mesmo troca de valores, foi um momento de reajustamento de condutas de fé.

O caminho de Damasco foi momento onde o fariseu Saulo entendeu que nem sempre quando pensamos estar certos e convictos, estamos fazendo a vontade de Deus. Por vezes como crentes, que trabalhamos na casa do Senhor, precisamos avaliar se nossos métodos, nossa conduta, nossos meios são realmente aquilo que o Senhor queria que fizéssemos. Precisamos lembrar que Saulo agia como agia por acreditar que estava fazendo o certo. Não acredito que ele fosse um homem mal, egoísta ou fanático. Faltava-lhe apenas o caminho de Damasco para entender realmente de que lado Deus estava.

Depois do caminho de Damasco Saulo aprendeu a olhar com outros olhos, com uma nova perspectiva os caminhos de Deus para sua vida. Então sua fé encontrou sentido pleno e seus dias não foram mais em vão.

Seria bom se de vez em quando passássemos pelo caminho de Damasco nem que fosse só para ter a certeza que estamos do lado certo e que nossas metas estão de acordo com as metas traçadas realmente por Deus. O caminho de Damasco deve ser para o crente o momento de confirmação que estamos fazendo a vontade de Deus e não a nossa.

Pensemos cuidadosamente nessa possibilidade de percorrer o caminho de Damasco. Só temos a ganhar.

“buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13).

MENSAGEM BÍBLICA PARA MOMENTOS DIFÍCEIS DA VIDA

EM MEIO ÀS DIFICULDADES, PARA ONDE TU OLHAS?

*Pr. Edivaldo Rocha
“Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!”(Mt 14:22-33).

A narrativa que descreve o episódio em que Jesus anda por sobre o mar é bastante conhecida pela igreja. Todavia ela é mais que apenas uma simples narrativa, seu texto descreve de maneira figurada a vida do crente que tem sua confiança depositada no seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A vida do crente é como o mar. É ampla, abundante e bonita. Por ele traçamos nossos dias tentando agradar a Deus. Mas quem um dia opta por fazer a vontade de Deus aborrece àquele que é inimigo de Deus, o diabo. Este em meio a sua fúria tenta tornar a vida daqueles que servem a Deus instável. Então com suas astúcias faz soprar sobre a vida dos servos de Deus ventos ferozes e ondas que tenta nos cobrir.

O segredo da vitória está no suportar firmes esses momentos de ventos ferozes e ondas violentas que, às vezes, assolam nossas vidas, de modo que as dificuldades e problemas não sejam motivo de desespero e falta de esperança.

O texto nos mostra uma cena como esta da vida. Primeiro descreve os discípulos que estavam fazendo a vontade do mestre. Logo após a primeira multiplicação dos pães na cidade de Betsaida, Jesus fica na cidade para despedir as multidões e vai a um monte para orar. Enquanto isso os discípulos estão em um barco no meio do mar da Galiléia. Os discípulos estavam passando por dificuldades. Ondas que se formavam e o vento forte que soprava os quais ameaçavam virar o barco.

É muito interessante esta narrativa pela sucessão dos fatos que apresenta. Notem que no momento de dificuldade e de desespero dos discípulos Jesus vem ao encontro deles. O texto não descreve que os discípulos clamaram por Jesus. Parece que eles estavam tão atordoados com o que estava acontecendo e a situação foi tão inesperada que nem deu tempo de pedir socorro. Quanta vez não acontece de igual modo conosco? Ao sermos surpreendidos por infortúnios e dificuldades ficamos tão atordoados que nem conseguimos saber o que fazer.

Porém quando passamos por dificuldades, quando o mar bravio nos açoita com suas ondas e o vento da vida sopra tão forte a ponto de nos derrubar, Jesus vem ao nosso encontro mesmo antes de pedirmos. Isso me faz lembrar uma história que me contaram sobre um campo de concentração nazista onde os soldados alemães tentavam matar na forca um garoto judeu obrigando vários outros judeus assistir. Dizem que a resistência de uma criança é muito diferente de um adulto num castigo como este. Tentaram várias vezes enforcar o garoto. E a cada vez que chutavam o caixote que o apoiava e a criança não morria os soldados se divertiam com a situação e faziam com que o garoto subisse mais uma vez e repetiam a cena. No meio dos judeus que assistiam impotentes o que acontecia um deles questionava onde estava Deus naquela hora? Ao que responde um rabino que também se encontrava no meio deles: “Deus está ali sofrendo com aquele garoto na corda”.

Onde está Deus quando sofremos? A minha fé e a minha esperança me faz acreditar que ele está bem do nosso lado, dizendo “não temas, eu estou aqui”. Jesus está bem próximo quando passamos pelas dificuldades e os sofrimentos que nos assolam.

Infelizmente alguns crentes agem como os discípulos quando Jesus nos chama para andarmos por cima das ondas desafiando os mais fortes ventos. Alguns crentes olham para a força do vento, para a altura das ondas e se deixam afundar mesmo estando diante de Jesus. Com Pedro foi assim e tem sido com muitos crentes também. Esse fato me faz perguntar:

EM MEIO ÀS DIFICULDADES, PARA ONDE TU OLHAS?

Mas ainda não era o fim. Mesmo com pouca fé dos discípulos, Jesus ainda permanecia ali do lado e o vento cessou e o mar se acalmou.

Às vezes Deus quer nos fazer andar sobre os problemas e as dificuldades da vida, mas freqüentemente deixamos de confiar e ter fé em Deus e preferimos olhar para a força vento, a fúria do mar que tentam nos afundar.

Quando Pedro gritou: Salva-me, Senhor! Jesus estava ali para socorrê-lo. Mas acredito que o desejo maior de Jesus é que Pedro tivesse fé e confiança suficiente para andar por cima das dificuldades.

Acredito também que nos dias de hoje Jesus está próximo de sua igreja que sofre. E sinto que entre nos socorrer e nos ver superar os problemas e dificuldades da vida, creio que ele prefere que andemos por sobre as águas desafiando os ventos mais fortes, alimentando a certeza que depois das ondas em fúria e dos ventos fortes que por vezes nos assolam aparecem dias ensolarados e com brisas mansas, porque Deus é fiel.

O segredo da vitória é suportar com fé e confiança, porque Jesus está bem próximo dizendo: NÃO TEMAS, EU ESTOU AQUI!

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos no dia 30/09/08)

MEU SERVIÇO: MINHA GRATIDÃO

MEU SERVIÇO: MINHA GRATIDÃO

*Pr. Edivaldo Rocha

Estamos trabalhando ao longo deste mês com o tema da Mordomia Cristã. Estamos falando ao longo dos dias e culto de como é gratificante servir ao Senhor; da satisfação que sentimos quando fazemos algo, por mais simples que seja na casa de Deus; falamos também do galardão que alguém recebe quando seu trabalho gera frutos permanentes no Reino dos Céus.

Nesta noite acompanharemos um exemplo de vida de uma pessoa que se dispôs a servir ao Senhor. A sua história está no livro que leva o seu nome: falo de Rute a Moabita. Para quem não conhece a história deixe-me contar alguns detalhes breves, porém importantes.

No período em que Israel era governada por juízes houve uma grande fome que levou alguns habitantes a saírem de sua terra para tentar a sorte em outras terras vizinhas que apresentassem melhores condições de vida. Elimeleque e Noemi reuniram os dois filhos, Malom e Quiliom e foram para a terra de Moabe que ficava do outro lado do rio Jordão. Lá a família permaneceu por mais de dez anos. Nesse período houve dois casamentos na família e três funerais (parece até nome de filme). Primeiro morreu Elimeleque deixando Noemi com os dois filhos. Quando esses se casaram não demorou muito os dois filhos de Noemi morreram deixando agora três viúvas numa terra pouco amistosa com essa condição de mulher.

Naquela época quando uma mulher ficava viúva sem filhos, o irmão do marido deveria administrar os bens, cuidar da cunhada e promover que ela gerasse filhos para dar continuidade ao nome do marido falecido. Esta ação era chamada a “lei do levirato”. Só que Noemi não tinha mais filhos. E o mais sensato afazer era mandar as duas noras para a casa de seus pais para que este lhe arrumasse outro casamento.

Orfa que era uma das viúvas relutou, mas foi para a casa de seus pais. Rute, porém, disse a famosa frase expressa nos versos 16-17 do capítulo 1º do livro:

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”.

Como Rute não desistiria de seguir a Noemi, foram, então as duas a caminho de Jerusalém e mais precisamente, para Belém da Judéia, para o local donde Noemi saíra com Elimeleque.

Em Belém havia um parente de Elimeleque chamado Boaz. Boaz era um homem temente a Deus e bom de coração (o interessante é que sempre há essa ligação temor a Deus e bondade). A história narra que Boaz mandava que seus empregados sempre deixassem cair parte da colheita no chão para que Rute pegasse. Essa também era uma lei que visava o pobre necessitado: tudo que caísse no chão o dono da colheita não deveria voltar para pegar, pois era para os mais necessitados que não poderiam pegar do que tinha nas árvores.

Vendo que Rute era uma boa pessoa, Boaz dava ordens a seus trabalhadores para que propositalmente derrubassem parte da colheita no chão para que Rute pudesse pegar.

Nesse momento destacaremos outra fase da lei do levirato: quando uma mulher ficava viúva e não tinha cunhados que pudesse cuidar dela essa lei responsabilizava o parente mais próximo para tal ofício. É aí que entra Boaz. Lembram que eu disse que ele era um parente de Elimeleque? O problema é que ele não era o parente mais próximo.

Havia outro indivíduo que queria fazer cumprir somente uma parte da lei do levirato: A parte de tomar conta das terras e dos bens do finado marido. Mas parte de cuidar da viúva e gerar nela um herdeiro para o marido falecido ele não queria. Havia muitos que pensavam de maneira semelhante naquela época. Queria as terras deserdando as a viúvas (o capítulo 4 trata desse assunto).

Boaz pensava diferente. Ele pensava primeiro em Rute, mas para não ser considerado um fora da lei ele tinha que respeitar a tradição. Chamou então alguns anciãos da cidade e fez conhecer o caso. Colocando contra a parede o indivíduo que teria o direito de reivindicar primeiro o que era da família de Elimeleque e em relação às viúvas. Este querendo somente os bens e não querendo assumir as viúvas foi obrigado diante de todos a abrir mão dos bens, deixando para Boaz que estaria primeiramente assumindo Rute como esposa. Depois do casamento ela engravidou do homem que foi avô do rei Davi.

Gostaria de lançar mão novamente do texto celebre de Rute:

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti”.

Sabem o porquê de Rute fazer esta opção? Porque um dia Deus tirou Noemi com Elimeleque de Belém para conduzi-los cm seus filhos a Moabe para lá se casar com Rute. O outro motivo é que seu marido deveria ser um homem tão bom que ela queria conhecer os outros parentes que temiam ao Deus altíssimo (não nos esqueçamos que bondade está relacionada com o temor a Deus). Em terceiro lugar, Noemi devia ter sido uma sogra tão caridosa que a ponta que Rute querer estar próxima dela para o resto da vida servindo ao mesmo Deus que a constrangia a ser assim.

Em nossos dias as pessoas não conseguem entender o porquê as igreja são cheias e a cada dia Deus vai aumentando o número dos que vão sendo salvos. Essas pessoas não conseguem compreender que estamos aqui PORQUE DEUS É BOM. E por isso estamos aqui.

O nosso serviço deve servir como veiculo de gratidão a esse Deus. Quando Rute disse “o teu Deus será o meu Deus”, não era apenas algo para se ter como título, mas se referia que ela a partir daquela decisão estaria servindo a esse Deus com sua própria existência. O exemplo de pessoas que serviam a Deus foi tão positivo, que Rute se viu agraciado por este Deus através dessas pessoas.

Que o nosso serviço seja a expressão mais sincera da nossa gratidão. Que o entrar por estas portas seja para nós a referência que estamos entrando aqui para agradecer a esse Deus tão maravilhoso e que se importa com àqueles que ele chamou para sua maravilhosa graça em Cristo Jesus nosso Senhor.

Parte da nossa gratidão deve ser repassar adiante as maravilhas que Deus operou e opera em nossas vidas. Diante disso eu gostaria de compartilhar com você que nos visita nesta noite que Deus quer ser o teu Deus. Ele quer ser o teu libertador. Àquele em que você pode confiar.


Para tanto basta você responder ao chamado de Deus dizendo “eu quero fazer parte do teu povo e quero que tu sejas o meu Deus. Quero te servir e caminhar ao teu lado por onde quer que fores. Quero sentir o que estas pessoas sentem em te servir. Quero transbordar de alegria por ter o Senhor Jesus como meu único e suficiente Salvador”.


Se coloque a disposição do Senhor agora mesmo tenha coragem para ser feliz diga sim a Jesus. Levante a mão nessa hora e mostre a todos que hoje você está se dedicando a esse Deus de amor e bondade. Levante a mão em sinal de sua decisão.

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos no dia 22/06/08 )

BREVIDADE DA VIDA

BREVIDADE
DA VIDA

* Pr. Edivaldo Rocha

           
A semana que se passou nos trouxe notícias tristes. Primeiro fomos informados
sobre o acidente envolvendo o ônibus com estudantes universitários, onde vários
estudantes morreram na BR que vai para Ribeirão. Depois nos chega ao
conhecimento a fatalidade envolvendo também o ônibus que transportava a
caravana da 2ª Igreja Batista de Casa Amarela que ia em viagem missionária à
Ouricuri (nos dois acidentes houveram vítimas fatais). E ainda ontem nosso
pastor me transmitia a noticia que ocorreria nesta manhã o sepultamento da
esposa do pastor Davi Brito, que sofria com um câncer há algum tempo.

           
Três notícias tristes e irremediáveis que nos levam a refletir sobre a
brevidade da vida.

           
Já não fosse um agravante a vida passar diante dos nossos olhos com uma
velocidade tal, onde o menor descuido nos faz perder os melhores momentos que
ela nos oferece. É certo que ninguém pode acrescentar um côvado a sua
existência (Mt 6:27). Mas mesmo diante dessa brevidade da vida o pregador no
Livro do Eclesiastes nos fala que há tempo para tudo e para todo propósito
debaixo do sol, senão vejamos:

“Tudo tem o seu
tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de
nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se
plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de
edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar
de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de
abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder;
tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser;
tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer;
tempo de guerra e tempo de paz” (Ec 3:1-8).

           
E hoje, levando em consideração as notícias que recebemos e o texto que lemos,
nos resta fazer duas aplicações, que aos meus olhos são imprescindíveis para
que quando chegarmos ao final da vida não nos lamentemos pelo tempo ter
passado.

 Ø      TEMPO DE ACERTAR A VIDA

A primeira aplicação gira em torno de que devemos estar
atentos para acertar a vida em tempo oportuno.

Quando ouvimos essa expressão, “acertar a vida”,
logo associamos com a idéia que se origina desta expressão que é “resolva
os seus problemas”.

Vejo com muita freqüência dois tipos de pessoas (não que
só haja nos meu circulo de relacionamento pessoas assim): o primeiro
tipo são pessoas que a vida passou e hoje desfrutando de uma idade mais
adiantada reclamam que não tem a vida que queriam ou mereciam. Isso se dá pelo
fato que quando em tempo oportuno essas pessoas não se “acertaram com a vida”,
ou seja não resolveram seus problemas, que na maioria das vezes girava em torno
dos relacionamentos familiares. O segundo tipo de pessoas que
vejo com muita freqüência são jovens que estão no tempo de “acertar a vida”,
mas deixam esse momento passar como água que escorre por entre os dedos. Esses
jovens serão os mesmo que chegarão à idade mais avançada se queixando que a
vida não está do jeito que eles queriam.

“O tempo não pára”, isso á sabido de todo mundo, e mesmo
assim vejo muitas pessoas perdendo o melhor da vida por não resolver de maneira
apropriada e em tempo oportuno os seus problemas. Se perguntarmos o que
leva uma pessoa a perder tempo numa vida tão breve, logo teremos como respostas
os seguintes fatores: orgulho, raiva, medo, falta de força de vontade,
preguiça, incompreensão, falta de diálogo, falta de perdão e assim por diante.

 Resolver problemas ou conflitos que surgem no
nosso dia-a-dia é uma dádiva que Deus nos concede a cada manhã. Cabe a nós
aproveitarmos.

 Ø      TEMPO DE SERVIR A DEUS

A segunda aplicação do que apresentamos está no fato que
na vida há tempo de servir a Deus também
.
Mas algumas pessoas tentam protelar isso em dois níveis que são:
primeiro, negando-se em aceitar. Vários jovens acham que igreja é
lugar de gente velha. Vários velhos acham que igreja é lugar de gente “besta”.
Porém a igreja não nem um tampouco outro. A igreja é um local onde o indivíduo
se encontra com Deus, porque sabemos que no fim da vida todos compareceremos
diante do Criador e o relacionar-se com ele mediante um compromisso de fé e
serviço garantimos que esse encontro será um cartão de entrada para um lugar de
paz e alegria celestial. Quem rejeita o tempo de se envolver com Deus assume um
risco muito grande. Assume o risco chamado a brevidade da vida.
Lembrar-se do criador no dia da mocidade é aproveitar o tempo para que a vida
seja aproveitada em sua plenitude. O segundo nível de
protelamento é praticado por àqueles que já fizeram uma decisão. Como assim?
Protelamos em fazer o nosso melhor. Esses crentes acham que vão poder “empurrar
com a barriga” a sua falta de dedicação para com a casa de Deus. Em Eclesiastes
9:10 temos descrito o seguinte: “Tudo quanto te vier à mão para fazer,
faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra,
nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.
No evangelho de
Mateus 24:45-46 diz que feliz o servo que o Senhor quando voltar encontrar
fazendo o seu serviço.

 Não deixemos que o tempo passe e
desperdicemos a oportunidade de fazer o melhor para nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo.

Devemos lembrar que há tempo para todo propósito debaixo
do sol, inclusive tempo de acertar a vida e de servir a Deus.

Pense nisso!

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos na manhã
de 14/09/08)

MENSAGEM BÍBLICA

MARCHA DA MANSIDÃO

*  Pr. Edivaldo Rocha           

Quando recebi o tema da mensagem
desta noite, senti que seria um grande desafio. Pois falar de mansidão a
pessoas que vivem numa sociedade que é hostil é um tanto complicado. A cada dia
somos aculturados a sermos rudes, bravos e intolerantes. E agir com mansidão
parece ser incompatível com tal sociedade.

Porém a história nos mostra exemplos dramáticos do exercício desta
virtude chamada mansidão na vida de pessoas que mudaram literalmente a história
agindo desta maneira.

            Temas
como este
nos levam a refletir sobre a nossa conduta; leva-nos a negarmos a nós
mesmos a cada momento; temas como esse dão a sensação que a cruz é mais pesada.

            Quando a palavra mansidão me chegou
aos ouvidos esta semana, o nome de alguns personagens me veio à cabeça. E a
história desses personagens levou a um denominador comum, A BÍBLIA. Mais
precisamente a um texto:

“Bem-aventurados
os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5:5)

            Esta síntese de modo algum força uma
interpretação tendenciosa dessas histórias para o lado do cristianismo, mas é
uma apropriação do reflexo observável na vida destes personagens que fizeram
história. Senão vejamos:

      
MAHATMA GANDHI

Até onde eu li, Mahatma Gandhi não era necessariamente um cristão.
Contudo, teve sua vida influenciada com a leitura da Bíblia, em especial a
passagem do “sermão da montanha”.

Mahatma Gandhi nasceu na Índia no ano de 1869. Casou-se aos treze anos de
idade com uma moça da mesma idade. Ao chegar á fase adulta foi estudar direito
na Inglaterra e lá entrou em contato com a Bíblia. Depois que se formou, voltou
para Índia. Não se dando bem como advogado foi para África do Sul representar
uma empresa hindu. Em 1914 volta em definitivo para sua terra natal.

Naquele período a Índia era colônia da Inglaterra e como toda colônia o
povo nativo sofria na mão do dominador.
Um dos maiores sinais dessa opressão foi uma lei que impedia o povo de produzir
sal para seu próprio consumo
. Se levarmos em consideração que o sal era um
importante recurso para conservação dos alimentos, logo perceberemos a que
nível de opressão vivia o povo. Os ingleses monopolizavam o comércio do sal,
mantendo o povo sob seu controle.

É claro que
outros fatores ajudavam a piorar a situação do povo. Então é nesse momento que entra
a figura de Mahatma Gandhi. Ele começa a liderar uma revolução em favor da
independência da Índia. E em 1930 “Do
centro da Índia, Gandhi, faz saber ao Primeiro Ministro Britânico que se
dirigiria ao mar para produzir sal num gesto de desobediência civil, ativa,
provocativa e contudo pacífica
. Foi acompanhado de um pequeno grupo e a
este se foram agregando cada vez mais significativas massas humanas. Ao fim, a
história registra que milhares de pessoas andaram mais de 320 Km a pé. Este
contingente imenso de seres humanos chega à praia e começa a fazer sal. Qual o
problema? O povo da Índia vai à praia banhada pelo Oceano Índico fazer sal para
o seu consumo. O que têm os britânicos a ver com isso?” (
http://www.culturabrasil.pro.br/gandhi.htm)

Outros fatores contribuíram para a emancipação do povo hindu. Gandhi mais
de uma vez, fez um “jejum até a morte” para protestar contra a dominação
britânica e pedir paz a seu povo. Em momentos considerados cruciais para a
economia britânica Gandhi convocava o povo a “jornadas de jejum e meditação” –
na prática ninguém trabalhava, mas Gandhi jamais falava ou mesmo pensava na
palavra “greve”. A expressão apropriada dentro da Tradição hindu para o que se
estava fazendo era “Jornada de jejum e meditação”.

 Gandhi influenciou o povo hindu a lutar sem
violência.
Ele poderia muito bem, dentro de sua influência, levar o povo a se
armar com paus, pedras e armas contra os britânicos. Mas Gandhi queria algo
permanente. Algo que fosse duradouro e sabia que pela violência não alcançaria
esse objetivo. Entretanto, quando ele faz a opção pelo caminho da não-violência
ele faz uma opção pela mansidão, pelo agir de maneira pacífica.

É muito interessante
o que ele diz a esse respeito
. “Após
meio século de experiência, sei que a humanidade não pode ser libertada senão
pela não-violência. Se bem entendi, é esta a lição central do cristianismo”
(Gandhi).

Ele também afirmava que ser manso não é ser
passivo ou inerte, mas é antes de tudo ser ativo diante de uma postura não
violenta para conquista de objetivos permanente em favor do povo.

Um dos maiores
problemas que as pessoas enfrentam nos dias de hoje para serem mansos se aloja
nos ataques de ira que volta e meia são acometidas. Nesse sentido Mahatma
Gandhi fez a seguinte confissão:

“Aprendi, graças a
uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo
que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada
pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me
ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e
a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta,
limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e
cultivar com uma prática assídua” (Gandhi).

            Em
outras palavras ele está dizendo que a mansidão é conquistada com exercício
contínuo de não reagir com violência, brutalidade, arrogância; mansidão é uma
questão de controle emocional.

 Faz
15 dias que acompanhei um médico
numa visita domiciliar a uma pessoa que
teria tido um surto emocional, tentando assim agredir seus pais idosos. O homem
que tinha surtado faz uso de medição calmante para controlar distúrbios e
emocionais. Quando o médico chegou à casa deste senhor pediu que chamasse o
mesmo no bar. Chegando este senhor na casa, o médico disse a seguinte frase: “pelo que estou vendo, exageraram no que me
disseram do senhor. O senhor não tem nada de doido”
. No dia seguinte o
médico e eu comentávamos o caso, quando ele me perguntou do ponto de vista de
um pastor o que eu achava do caso? Eu respondi que concordava com ele ao
afirmar que o senhor em questão não tinha nada de doido; o problema é que ele é
ruim por natureza; tem uma personalidade maldosa e quando está com raiva quer
extravasar agredindo as pessoas. O médico concordou comigo.

            Seria
muito bom se os crentes aprendessem da Bíblia como Gandhi aprendeu. Ele
aprendeu que o primeiro passo para a mansidão é controlar a ira que nos assola
diariamente. Em segundo lugar, posso afirmar que ele aprendeu que o caminho da
mansidão é o meio mais seguro para se conquistar resultados permanentes.

Gandhi levou o povo hindu a marchar em
mansidão para conquistar novamente o direito de liberdade; o direito de ser
dono da sua própria terra. E isso é uma conquista permanente, pois
“bem-aventudados os mansos, porque herdarão a terra”.

     
LUTHER KING

Outro
personagem importante de nossa história mundial é Martin Luther King Júnior,
que liderou um movimento anti-discriminação racial nos Estado Unidos da
América, deixando um exemplo para o resto do mundo.

Um pesquisador chamado
Howard Gadner
apontou o que motivou Luther King nessa luta pela
discriminação racial. “Gardner entende
que a sua filosofia de luta por mudança social sem violência se baseava
essencialmente (1) no seu “Cristianismo fundamental. identificando-se profundamente com a
tradição Cristã, as histórias do Velho e do Novo Testamentos e particularmente
com Cristo
”, (2) na sua vivência na igreja (de negros, em
particular), (3) no exemplo de Gandhi (aplicando ao relacionamento de
grupos os princípios pacíficos que Cristo aplicou nos relacionamentos humanos)
e (4) nos ideais de liberdade dos fundadores da América”.

            No
famoso sermão intitulado “eu tenho um sonho”, Luther King,
dizia que via “seu sonho transformou-se em pesadelo quando via seus irmãos negros,
compreensivelmente revoltados, promoverem tumultos violentos para tentarem
fazer valer seus direitos”.

             A situação na América era bastante
castigante para o povo da raça negra
. Eles não tinham direito de votar; não
tinham igualdade de direitos civis; se um branco entrasse num ônibus o negro
tinha que lhe dar o lugar; e por aí em diante.

            Em
1930 Gandhi convidou o povo para a “marcha do sal”; em 28 de agosto de1963
Luther King convidou o povo norte-americano para a “marcha de Washington” onde
250.000 participantes reivindicavam pacificamente e mansamente os seus
direitos.

            Luther
King também poderia te influenciado o povo a pegar paus, pedras e armas para
tentar uma revolução, mas ele sabia que a violência só geraria mais violência,
discriminação e desrespeito pelo povo negro.

Luther King sabia que quem opta
pela mansidão opta pelo permanente.

            Seguindo
este caminho da mansidão o povo negro que habita o Estados Unidos da América
conquistou os direitos que desejavam. E isso foi uma conquista permanente.

            Oito
meses depois da marcha, em 3 de Abril de 1968, King deixava Atlanta, em viagem
para Memphis. À noite,

em Memphis, declarou: Pois
bem, não sei o que vai acontecer agora. Temos pela frente dias difíceis. Mas
isso para mim já não tem importância, porque já cheguei ao cume da montanha[...]
Só quero fazer a vontade de Deus. E Ele permitiu-me subir ao cume da montanha.
E eu olhei de lá de cima e vi a terra prometida. Pode ser que não a alcance
convosco. Mas quero que saibais esta noite que o nosso povo há-de alcançar a
terra prometida. E eu estou feliz, esta noite. Não estou preocupado com nada.
Não estou com medo de ninguém. Os meus olhos viram a glória da chegada do
Senhor [...] Desde que possa ajudar alguém por quem passo, desde que possa
animar alguém com uma palavra ou com um cântico, desde que possa mostrar a
alguém o caminho que deve seguir, a minha vida não terá sido em vão. Desde que possa
cumprir o meu dever de cristão, desde que possa dizer ao mundo a salvação,
desde que possa espalhar a mensagem que o meu mestre me ensinou como lição, a
minha vida não terá sido em vão”.

  No dia
seguinte, foi assassinado. Mas numa coisa ele acreditava:

“Bem-aventurados os mansos,
porque herdaram a terra”

            Cerca
de quatro meses antes ele em forma de mensagem profetizava este dia de
conquista na conclusão de sua mensagem intitulada “eu tenho um sonho” e
dizia:

“… Eu tenho um sonho de que um dia sobre as
montanhas vermelhas da Geórgia os filhos dos ex-escravos e os filhos dos
ex-donos de escravos possam sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho de que um dia mesmo o estado do
Mississipi, um estado sufocante com o calor da injustiça… e opressão, será
transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que os meus quatro filhos haverão um
ida de viver numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pelo
conteúdo do seu caráter…

Eu tenho um sonho de que um dia em Alabama, com os
seus racistas violentos… os meninos negros e as meninas negras poderão dar as
mãos aos meninos brancos e às meninas brancas como irmãs e irmãos…

… Com esta fé nós poderemos transformar as
estridentes discórdias da nossa nação numa sinfonia de fraternidade. Com esta
fé poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ser presos juntos,
levantarmo-nos juntos pela liberdade, sabendo que um dia haveremos de ser
livres.

… Que a liberdade se ouça. E quando isso acontecer,
e quando deixarmos que se ouça a liberdade – quando deixarmos que ela soe em
cada aldeia e em cada lugar, de cada estado e de cada cidade, poderemos
antecipar aquele dia em que todos os filhos de Deus – negros e brancos, Judeus
e Gentios, Protestantes e Católicos – poderão juntar as mãos e cantar as
palavras do velho Espiritual Negro: “Finalmente livres! Finalmente livres!
Graças a Deus Todo Poderoso, nós somos finalmente livres!”

             A marcha
da mansidão garantiu ao povo uma realidade permanente e os mansos herdaram a
terra.

      
JESUS CRISTO

Em mansidão Gandhi
percorreu “a marcha do sal”; em mansidão Luther
King percorreu a “marcha de Washington”. Esses homens
aprenderam com o mestre da mansidão, Jesus Cristo. As páginas do Novo Testamento narram a marcha de Jesus Cristo por
Jerusalém, pela Judéia, pela Galiléia, por Samaria pregando a mansidão.

Jesus mudou a história da
humanidade pregando a mansidão que leva a uma ação de não-violência e amor ao
próximo. Jesus sabia que uma luta armada formaria um novo império. Talvez mais
forte que o império babilônico, persa, grego e romano juntos. Porém, a história
nos mostra que um império forte sempre foi substituído por um mais forte ainda.

Pergunto-me,
de que adianta ganhar mundos e reinos e perder a “terra prometida”?

Jesus disse “bem-aventurados
os mansos, porque herdaram a terra”.
Atitudes de mansidão conquistam o
que a força bruta e a violência jamais conquistarão.

No mês de junho, depois de uma mensagem fiz um convite para as pessoas
que estavam desejosas de aceitara Cristo como Salvador. Pela graça de Deus e
para minha felicidade e da igreja um homem levanta a mão em concordância ao
convite. Ao passar todo aquele festejo que fazemos no fim do culto de abraços e
apertos de mãos, o novo convertido me chama e diz que naquela semana ele tinha
se programado com a esposa para vir á igreja. Do nada uma confusão se formou na
sua casa e sua esposa disse que queria se separar. Aquele homem confessava para
mim que era estourado e bruto e que não sabia o que fazer.

Então disse a ele que a única coisa que poderia fazer naquele momento
era orar e assumi um compromisso com ele: eu estaria orando por ele durante a
semana que iria se iniciar. Pedi a ele que também orasse, e fiz a seguinte
recomendação: quando você chegar em casa não brigue. Se sua esposa tentar
brigar com você não revide.

Ele seguiu a risca as recomendações. No domingo seguinte ele estava na
igreja com a esposa e o cunhado. E passando-se mais uma semana, no outro
domingo, seu cunhado se converteu também.

Sabem o que eu vi nesta história real? Que quando aquele homem fez uma
opção por não reagir com agressividade, assumindo uma postura de mansidão, Deus
mudou a sorte dele.

Jesus ensinou em Israel
que uma atitude de mansidão tem uma força maior que a de um exército armado até
os dentes.

Jesus mostrou que quem
opta pela mansidão, faz uma opção pelo permanente, mesmo que veja de longe a
terra prometida para seus parentes.

 Em 30 de janeiro de 1948
quando chegava em Nova
Delli três tiros atingiram Mahatma Gandhi, mas a sua opção
pela mansidão garantiu uma terra livre para seu povo.

Em 4 de abriu de 1968
tiros atingem Martin Luther King, mas a sua opção pela mansidão garantiu a
mudança da Constituição Federal dos Estados Unidos em favor dos seus irmão
negros.

Por volta do ano trinta da era
cristã
uma cruz foi erguida para crucificar Jesus Cristo, mas a sua
opção pela mansidão fez os céus se abrirem para abrigar o povo de Deus.

Como pudemos ver com exemplo de
Jesus, homens foram inspirados para serem mansos e levarem outros a mesma
atitude, a fim de obterem conquistas permanentes para o povo.

Há dois meses um homem
fez a opção de ser manso por uma semana e com isso restabeleceu seu casamento.
Para fazê-lo permanecer é continuar com esta atitude
. Para esta recompensa que os
mansos obtém, eu não tenho meios lógicos para justificá-la, mas acredito ser
uma resposta direta de Deus a todos que optam por agir assim. Pois quem é manso
aprende a amar, aprende a ser tolerante, aprende a ter fé, aprende a confiar na
resposta de Deus e crer que ele mudará a história. Não obstante estar repetindo
o exemplo de Jesus.

Quer
obter conquistas permanentes ?

 Adote a postura da mansidão .

Para adotar essa
postura precisamos primeiramente copiar o exemplo de Jesus; segundo
controlarmos a nossa ira, ou seja, retermos a nossa violência; e em terceiro
lugar, canalizar essa energia numa ação de amor altruísta.

(MENSAGEM APRESENTADA NO DIA 03/08/08 NA CONGREGAÇÃO BATISTA DE APIPUCOS EM TIMBI)

MENSAGEM BÍBLICA

SOLIDARIEDADE NECESSÁRIA

* Pr. Edivaldo
Rocha

“Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra. Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. Então, ele disse: Trazei-mos. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças” (Mt 14:13-21).

Eis mais uma passagem belíssima da ação de Jesus em favor do povo. As circunstâncias que envolvem este milagre descrevem uma situação que se formou por duas coisas básicas: primeiro pela necessidade de Jesus e dos discípulos de se ausentarem do meio do povo. Em segundo lugar a necessidade do povo e sua conseqüente desorganização geraram uma situação de emergência com a qual os discípulos e o próprio Jesus tiveram que lidar.

As evidências bíblicas mostram que Jesus tinha saído de Carfanaum em direção
da cidade de Betsaida. Quando o povo viu Jesus se retirando o povo começou a segui-lo na beira mar. O mar da Galiléia tinha 21Km de extensão e 13Km de largura. O mais provável é que quando Jesus entrou com os discípulos no barco eles se afastaram até uma distância em que se dava para ver da praia. Devemos lembrar que quanto mais eles entrassem mar adentro mais distância teria que remar de volta, por isso é que acredito que eles não se afastaram muito da margem. De Carfanaum até Betsaida era em torno de 8km de caminha na beira da praia. Desembarcando Jesus com os discípulos se dirigiram para uma região deserta.

Vi ontem umas fotos dessa região nos dias atuais e percebi que se tratava de uma planície no meio do mato grosso, onde suas a visão dá para montanhas desabitadas. Conclui que se nos dias atuais o local não tem nada construído, imaginem há dois mil anos atrás.

* A SITUAÇÃO QUE SE FORMOU

Os discípulos chamaram a atenção de Jesus para a situação do povo. Eles também já tinham pensado numa alternativa para o problema que estava se formando: “despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer” (v. 15).

Quem sabe os discípulos não estavam lembrando do povo de Israel no deserto, que mesmo tendo visto muito milagres de Deus, no momento que a fome apertou começaram a querer tirar a pele de Moisés? Eles talvez imaginassem que tal cena pudesse se repetir naquele dia. Afinal o povo começou a segui a Jesus desde cedo e já estava chegando à noite. As pessoas podiam ter pensado que Jesus não iria tão longe. O povo não se organizou para passar tanto tempo longe de casa.

É interessante ver como até hoje o povo age por impulso. Se descobrir que em algum lugar há vagas para emprego, ou se está cadastrando pessoas para um benefício qualquer, verdadeiras multidões se dirigem para os locais relacionados com as informações. Como muitas vezes tais locais não têm estrutura para comportar um grande número de pessoas, geralmente acontecem os tumultos, empurra-empurra, e volta e meia alguém desmaia piorando ainda mais a situação. O que o povo faz? Começa a cobrar providências de quem não tem responsabilidade pela situação. Porque se foi o povo que se dirigiu para um local sem ser convidado, a idéia é que este teria condições de enfrentar a situação que ele próprio criou.

No episódio que estamos tratando não há descrição de tumulto, mas os discípulos estavam sensíveis para as condições do povo. A alternativa que eles sugeriram era até coerente, salvo por um único fato. O povo deveria voltar para casa tendo ainda tantas carências? A alternativa seria a mais coerente se também não fosse a mais prática para os discípulos.

A ação de Jesus nos remete a uma reflexão onde questiona até onde deve ir a solidariedade dos discípulos. Não que se tivessem deixado o povo ir estriam sendo omissos, mas quando Jesus diz aos seus discípulos “dai-lhes, vós mesmo,s de comer”, Jesus convida os discípulos a fazerem algo mais pelo povo. Jesus entendia que foi o próprio povo que criou a situação; ele sabia das limitações dos discípulos e da falta de recursos. Porém Jesus sabia que se os discípulos se dispusessem a fazer algo mais o próprio Deus providenciaria os recursos necessários.

* OS RECURSOS DISPONÍVEIS

Todos nós sabemos que Jesus era um homem de visão. Certa vez comentei com vocês que no livro “quem é você quando ninguém está olhando” o autor descreve que ter visão não é necessariamente enxergar a frente de seu tempo. Ter visão “é uma capacidade dada por Deus para enxergarmos soluções possíveis para os problemas do dia-a-dia”.

É muito fácil parar, analisar a vida e apontar quais os problemas que as pessoas enfrentam. Outra coisa completamente diferente é enxergar os problemas e apontar soluções possíveis para os problemas em questão. Os discípulos souberam identificar bem um problema que estava eminente. Na ocasião do milagre, Jesus oferece aos discípulos uma lição que diferenciaria um líder comum e um líder de visão.

· Um líder comum identifica o problema e tenta arrumar uma forma de se livrar do problema.

· Um líder com visão identifica o problema; avalia o quadro, analisa quais os recursos disponíveis; analisa quais as alternativas para transformar o que era um problema em algo positivo e produtivo; e por último operacionaliza a alternativa e se compromete com a solução do problema.

Então Jesus começa a sua lição de liderança. E tentem notar comigo os detalhes desse ensino passo a passo.

· Identificação do problema: a primeira parte da lição os discípulos já haviam feito. O problema era uma multidão de pessoas no meio do nada, sem ter o que comer, sem ter onde comprar e chegando a noite.

·
Avaliação do quadro: Jesus olha o problema tal qual é apresentado pelos discípulos. Em seguida ele faz algo que muita gente passa despercebida: ele olha para as pessoas envolvidas no problema. E quem ele vê? Jesus vê mulheres, meninos, homens, velhos, doentes, Jesus vê ovelhas que andavam sem pastor e quando encontram um pastor, as ovelhas que andavam desgarradas seguem esse pastor. Essa é a análise de quadro que Jesus ensina os discípulos a fazerem.

· Analisa os recursos disponíveis:
diante do quadro analisado por Jesus os discípulos apresentam os recursos disponíveis. No verso 17 temos quais eram os recursos básicos: cinco pães e dois peixes. Depois que os discípulos mostram os recursos básicos, Jesus mostra o recurso complementar: o poder de Deus.

· Analisa as alternativas para transformar o problema em algo produtivo e positivo: a primeira alternativa era a dos discípulos, que pensava mandar o povo embora. A segunda alternativa o verso 16 expressa: “dai-lhes, vós mesmos, de comer”. Quando se olha para o quadro e vê as pessoas e não mais a multidão, a primeira alternativa fica inviável.

· Operacionalização da alternativa e comprometimento com a solução do problema: Jesus começa a operacionalizar a alternativa escolhida, que é alimentar as pessoas. Vejamos então, como ele faz isso: primeiro ele pede que o povo se sentasse em filas. Isso evitaria tumultos e facilitaria a distribuição dos alimentos; depois ele acrescenta ao recurso básico o recurso complementar, ou seja, ele pega os pães e o peixe e os apresenta a Deus; em seguida ele divide as tarefas: ela multiplica e os discípulos entregam.

Diante de tão grande aprendizado do método de Jesus, só nos resta contextualizá-lo
para os nossos dias.

* CONTEXTUALIZAÇÃO

A ação da igreja de hoje deve se espelhar à ação de Jesus no tempo do Novo Testamento. Todos os dias somos surpreendidos com situações que muitas vezes fogem do prisma espiritual e adentram no âmbito social.

Embora essas questões surjam devido a desorganização do próprio povo, ineficiência do Estado e a miserabilidade que assola o nosso país, a igreja deve exercitar algo que eu chamo de solidariedade necessária para ajudar esse povo que compõe um grande massa de anônimos.

O primeiro gesto de solidariedade que a igreja deve exercer é olhar para essas pessoas enquanto pessoas e não mais como multidão ou massa. Chegou a hora de deixarmos de chamar as pessoas por grupos, ruas, bairros ou qualquer outro termo que tire do nosso entendimento que estamos tratando de pessoas e não da Rua do Canal, ou do Alto do Buriti; dos alcoólatras; dos viciados. Falemos das pessoas, das famílias que moram em tal lugar; das vidas que se entregam ao álcool e às drogas. Pois fazendo assim logo nos vem a mente os rostos daquelas pessoas que compõem a massa anônima que nos rodeia.

Dentro dessa solidariedade necessária precisamos elencar alternativas para a solução dos problemas que assolam as famílias de nossa comunidade. Devemos crer que os recursos que temos são os básicos para realizar tal obra, mas o complemento do poder de Deus fará a diferença. Uma coisa é pedirmos a Deus os recursos necessários para realizar algo. A outra coisa é apresentarmos “os cinco pães e dois peixes” que temos confiando que ele fará a multiplicação dos recursos.

Porém devemos lembrar que para Deus multiplicar algo, precisamos apresentar o que temos para multiplicar. Pois 1.000 X 0 = 0; 5.000 X 0 = 0, mas 100 X 10 = 1.000 e 500 X 15 =7.500; assim por diante.

Uma igreja visionária precisa tornar a sua teoria em algo prático em favor das pessoas, do contrário, em vez de promovermos esperança só promoveremos ilusão.

A ação de Jesus mostrou através de seu exemplo que é necessário algo mais do que identificar problemas, precisamos buscar alternativas para solucioná-los, confiando que no poder de Deus esta ação mudará a vida de homens e mulheres ao nosso redor.

O que Deus espera de sua igreja é que ela faça algo mais em favor das pessoas. Não basta criamos alternativas para nos livrarmos dos problemas, mas precisamos a cada dia exercitar a nossa solidariedade de modo que nosso proceder venha ser um socorro para famílias e pessoas que não conseguem ver uma luz de esperança.

 

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos no dia 22/07/08)

MENSAGEM BÍBLICA

A CEGUEIRA DA INTOLERÂNCIA

*Pr. Edivaldo
Rocha
         

  Todos nós já conhecemos aquele
ditado que diz que “o pior cego é aquele que não quer ver”. Este ditado se aplica
àquelas pessoas que as coisas se
escancaram diante delas, mas elas
deliberadamente preferem não leva-las em consideração.

            O capítulo 9 do evangelho de João
narra o milagre de um cego de nascença. O interessante nesta passagem é que este
milagre não serviu como uma ferramenta de glorificação a Deus. Mas a sua
realização foi tida como escândalo por um grupo de religiosos daquela época.

Vejamos então alguns detalhes dessa passagem:

 *  
OS ENSINAMENTOS DA PASSAGEM

Os movimentos de Jesus chamam a
atenção por vários aspectos. Um deles é o caráter educativo que suas ações
representavam
. O capítulo 9 de João traz em sua narrativa alguns
questionamentos oriundos da cultura religiosa da época. A ação de Jesus em contraste com esses aspectos mostra aos discípulos e
a igreja de Cristo que herdou os seus testemunhos os ensinamentos sobre como se
portar diante da vida sendo um cristão.

                               
I.          
Herança de pecado: o primeiro aspecto cultural religioso
que é colocado em questão no texto é levantado pelos próprios discípulos (v. 2).
Trata-se da herança de pecado. Houve um momento na história de Israel em que se
acreditava que as conseqüências dos pecados do presente era resultado dos
pecados de outras gerações. Lá no livro do profeta Ezequiel 18:2-4 já tratava
deste assunto, senão vejamos a passagem:

“Por que será que na terra de
Israel o povo vive repetindo o ditado que diz: “Os pais comeram uvas verdes,
mas foram os dentes dos filhos que ficaram ásperos”? Juro pela minha vida – diz
o Senhor Deus – que vocês nunca mais repetirão esse ditado em Israel. Pois a vida
de todas as pessoas pertence a mim. Tanto a vida do pai quanto a vida do filho
são minhas. A pessoa que pecar é que morrerá”.

             Mesmo o profeta já tendo abordado
assunto vários séculos antes, ainda havia posições que se destoava dos
ensinamentos do A.T.. O que Jesus faz é
só afirmar que nem os pais nem o filho têm culpa pela condição da cegueira. Não
se trata de uma questão de pecado, mas uma condição da vida.

O interessante aqui é notar que o povo que se orientava com os
preceitos do A.T. não conhecia devidamente as escrituras. E esse é um problema
que enfrentamos até hoje: o povo que diz que segue a Bíblia não conhece o que
ela diz.

 
                           
II.          
O shabat: outro costume religioso contido na cultura do povo era a guarda
do sábado. A Lei de Moisés trazia algumas prescrições do que se podia ou não
fazer no dia de sábado. O sábado era
um dia de repouso; um dia de festa alegre; um dia em que se ia ao santuário.

Quando o povo volta do exílio babilônico
as regras em relação ao sábado começam a ficar mais rigorosas. Não se podia
realizar qualquer tipo de trabalho; alguns preparavam a comida nas vésperas do
sábado; não se acendia fogo, nem sequer se movia alguns utensílios do lugar; ou
se ia ao banheiro. O negócio foi ficando tão complicado na época do Novo
Testamento que os fariseus não permitiam carregar o leito de alguém; cuidar de
algum doente; caminhar mais que nove quilômetros.

Jesus mostra que não é o sábado mais importante, e sim o amor ao
próximo
.

O que se destaca nessa passagem é
comparar o esforço que Jesus fez com o esforço que os fariseus fizeram:
Jesus
cuspiu o chão
, fez lama e passou nos olhos do cego e disse, “vá ao tanque se
lavar”. Por outro lado os fariseus organizaram uma assembléia para
discutir o assunto, promoveram interrogatórios: ao povo, à família do cego e
duas vezes ao próprio cego. Se perguntássemos quem violou mais o sábado? A
reposta seria que a confusão que os fariseus promoveram violou muito mais o
sábado que qualquer ação de Jesus.

O sábado virou pretexto na mão dos fariseus, pois se fosse um fariseu que
houvesse realizado o milagre eles não teriam criado conflito nenhum. Na visão
deles, o problema todo era o homem chamado Jesus. Eles não toleravam a pessoa
de Jesus. Pois este vinha questionar a vida religiosa de fachada que os
fariseus e saduceus tinham.

Hoje há muitos fariseus nas igrejas. Gente usando a Bíblia como
pretexto para oprimir outras pessoas. Percebam que a guarda do Shabat era para
que as pessoas cultuassem a Deus neste dia, mas com o tempo transformou-se numa
prescrição que deixava de lado parte do grande mandamento de Deus: “Amarás o
teu próximo como a ti mesmo”.

*  
QUEM VIU O MILAGRE?

Neste texto havia alguns
personagens envolvidos
. Havia o cego; havia os pais do cego e possivelmente
mais alguns parentes; havia o povo; havia os fariseus; havia os discípulos; e por
fim o próprio Jesus. Se colocássemos
de lado Jesus com seus discípulos e aqueles que o acompanhavam que somariam
umas vinte pessoas, sobraria o povo, os parentes, os fariseus e o próprio cego.
Sendo generoso e calculando por baixo, deveria ter por ali umas setenta, ou cem
pessoas.

E a grande pergunta é: quem viu o milagre que Jesus realizou?

 A ironia da coisa é que se tirássemos Jesus e os discípulos somente o
cego foi quem viu o milagre.
O que aconteceu na história, levando em
consideração os personagens envolvidos:

                   
I.     
O povo:
quando Jesus realizou o milagre, disse ao cego: vai lavar a cara no tanque. Quando o cego recuperou a visão o que
ele fez. Gritou estou vendo! Estou vendo!
Pelo menos é o que eu faria.
O povo chegando perto, disse: não era
aquele cego que agora grita “estou vendo”?

O que o povo faz? Pega
o ex-cego leva para os especialistas em oftalmologia, os fariseus, e perguntam
algo extraordinário:
esse menino enxerga? A história só não é
cômica por que é trágica.
Será
possível que o povo não estava vendo que aquele rapaz não era mais cego?

 Eu me pergunto se não é nesse
sentido que a religião é o ópio do povo
. Vejam o que o judaísmo fez com o
povo. Alienou de tal maneira que as pessoas não conseguiam mais distinguir a
ação de Deus. Tinham que levar aos especialistas. Alguns indivíduos querem
fazer parecido hoje. Quantos líderes
religiosos não querem ser a “última
palavra”
na vida das pessoas?
É aquela situação onde uma pessoa está
passando fome com sua família e esta pessoa ora a Deus pedindo um emprego. Num
determinado dia alguém convida esta pessoa para trabalhar e o que esta pessoa
faz? Vai ao líder religioso e pergunta eu devo ir?

Um líder espiritual honesto tem a função alimentar as ovelhas, mostrar
as verdades de Deus. Mas um líder alienante cega as ovelhas a ponto delas não
distinguirem nada sem a sua ajuda.

           
II.     
Os pais:
esses eram outros cegos. Talvez não por alienação, mas por medo. A situação
parece mais aqueles homicídios executados por criminosos violentos e
vingativos. Quando chega a polícia e pergunta o que houve? Os que viram, ou as
testemunhas oculares afirmam: eu não vi nada, não ouvi nada e não falo
nada.

A ação dos fariseus revelava uma religião que além de alienante era uma
religião que impunha medo nas pessoas. Os pais do cego tiveram que se calar
ante a pressão farisaica. O interessante é que o medo fez os pais desviarem a
atenção de cima deles e direcionaram para o filho (v. 22-23).

O medo de se confessar crente em
Jesus leva muitos a esconderem o que crêem. A pressão da sociedade é tão grande
que muitos fazem como os pais do cego negam que viram o milagre, negam a sua
fé. Para estes a Bíblia é bem enfática: “mas aquele que me negar diante dos
homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus
” (Mt
10:33).

 
       III.      Os fariseus: os fariseus estavam
preocupados em manter suas tradições e seu status.
E para isso negavam que Jesus realizava
algo em nome de Deus, por mais que estivesse evidente. O seu preconceito, sua
intolerância não os deixava enxergar a ação de Deus na vida do cego.

O farisaísmo tornou-se um partido político aos moldes dos políticos de
nossos dias que apóiam e favorecem a manutenção da miséria alheia a fim de se
beneficiarem com essa situação. E dentro das igrejas é vergonhoso ver como tem
pessoas que tentam promover na força a manutenção do erro só para “saírem bem
na foto”, enquanto os outros são taxados de pecadores.

        
IV.     
O cego:
dos
que foram colocados diante dos fariseus o cego foi o único que enxergava a
verdade
. Vejo nas linhas que narram a segunda conversa dos fariseus com
o ex-cego, este ironizando a medida que responde às insinuações dos fariseus quando
tentar fazer descrer dos milagres  da
pessoa de Jesus (25-32). Vejamos os detalhes dessa conversa:

 Fariseus: Então, chamaram, pela
segunda vez, o homem que fora cego e lhe disseram: Dá glória a Deus; nós
sabemos que esse homem é pecador.

 Ex-cego:
Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma
coisa sei: eu era cego e agora vejo.

Fariseus: Perguntaram-lhe,
pois: Que te fez ele? Como te abriu os olhos?

Ex-cego: Ele lhes respondeu: Já
vo-lo disse, e não atendestes; por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos
seus discípulos
?

Fariseus: Então, o injuriaram e
lhe disseram: Discípulo dele és tu; mas nós somos discípulos de Moisés. Sabemos
que Deus falou a Moisés; mas este nem sabemos donde é.

Ex-cego: Respondeu-lhes o homem:
Nisto é de estranhar que vós não saibais
donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos
. Sabemos que Deus não atende a
pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade,
a este atende. Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os
olhos a um cego de nascença. Se este
homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito.

Fariseus: Mas eles retrucaram:
Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram.

 Os fariseus tentaram completar a obra do diabo. Queriam fazer que ninguém
acreditasse nos milagre de Jesus, porém o cego mostrou-lhe que agora ele
contemplava a glória de Deus e não haveria pressão ou ameaça que o fizesse
dizer o contrário.

O resumo da história de um milagre que João 9 descreve é que o
pior cego é aquele que não quer ver
a glória de Deus na vida das
pessoas.

 A igreja de Cristo tem realizado milagres todos os dias na vida das
famílias espalhadas pelo mundo.

· 
Eu chamo de milagre a vida de uma alcoolista que
em um dia o cachorro lambia a sua boca na sarjeta e no outro dia conhece a
Jesus e começa a tirar outros da mesma situação que ele estava;

· 
Eu chamo de milagre a família que vivia na maior
desavença todos os dias e ao encontrarem Jesus, a harmonia toma conta do lar;

· 
Eu chamo de milagre de Deus na vida de uma
pessoa que estava entregue às drogas e ao encontra-se com Jesus consegue se
liberta das drogas, passando de viciado para agente de esperança;

· 
Eu chamo de milagres vidas e mais vidas que se
rendem aos pés de Jesus e passam de um referencial de injustiça para um
referencial de justiça, de um referencial de degradação moral e social para um
referencial de moralidade e de amor para com o próximo.

 Hoje a igreja tem sido descredibilizada por pessoas que alienam, impõem
medo e discriminam o fato de ser chamado de cristão. Essas pessoas são cegas e
têm levado outros à cegueira espiritual.

Nos versos 41-42 do capítulo 9 do evangelho de João, os fariseus abordam
Jesus para mais um questionamento acerca do milagre realizado:

“Alguns dentre os fariseus que
estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos?
Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque
agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado”.

Os milagres e sinais que Jesus operou deram e dão evidências que ele é o
Filho de Deus que veio salvar o mundo. 
Rejeitar isso é caminhar de olhos bem abertos para a perdição.  E isso é lastimável.

Como igreja de cristo devemos mostrar ao mundo o que Jesus fez em nossas
vidas; devemos mostrar o que fez nas vidas das outra pessoas; devemos mostrar o
que Jesus fez na cruz do calvário pela humanidade.

Devemos por abaixo a alienação e o medo que as pessoas por aí a fora têm
de confessar a Jesus como Salvador. Devemos resistir á pressão do mundo em
defesa de nossa fé. Amém!

(Mensagem apresentada na Igreja batista em Apipucos no dia 08/07/08)

MENSAGEM BÍBLICA

O CANTO DO ROUXINOL

*Pr. Edivaldo
Rocha

              Na última segunda-feira fui surpreendido com uma notícia extremamente
dramática. Um senhor de 84 anos de idade saiu escondido de casa e atirou-se na
linha do trem na estação de Camaragibe. Embora já estivesse com a idade
avançada este senhor tinha uma vida bem ativa. Trabalhava em casa no conserto
de máquinas de costura, motores hidráulicos e outros equipamentos. Há mais ou
menos um ano foi acometido de uma enfermidade que o levou a ser cuidado na casa
de uns parentes e quando planejavam inseri-lo novamente na sua casa de origem,
essa fatalidade acontece.

Que razões levam uma pessoa a
tirar a sua própria vida? Que frustrações o oprimiam? Que angustias maltratavam
sua alma?
As respostas para estes questionamentos talvez nunca saberemos ao
certo, mas uma coisa podemos afirmar. Situações de desgostos, conflitos mal
resolvidos e emoções mal trabalhadas levam a frustrações e angustias e essas
levam ao desespero.

A grande questão é saber como
lidar com os dissabores da vida, trabalhar as emoções e resolver de maneira
adequada os conflitos a fim de em meios as tribulações reencontrarmos a alegria
de viver alimentando uma esperança que nos põem de pé para continuarmos a
marchar sempre em frente.

Esta semana também li uma história
intitulada Deus, o rouxinol e os espinhos que contava o seguinte:

“O príncipe dos
pregadores, Charles Spurgeon ouviu que em determinado local da Inglaterra os
rouxinóis cantavam de maneira mais graciosa que em qualquer outra parte do
mundo. Querendo comprovar o fato, resolveu viajar até este lugar. Chegando ao
local, Spurgeon reservou um quarto em uma pousada onde lhe fora informado que
quando começasse a escurecer, olhasse para o espinheiro em frente, que
automaticamente ele veria o rouxinol cantando. Entretanto, ao aproximar-se a
noite, o tempo esfriou começando a chover fazendo com que o pregador perdesse
as esperanças de ouvir o cântico do pássaro. De repente, ele ouviu uma doce e
suave "canção". Sem titubeios olhou pela janela e lá, pousado no
espinheiro, debaixo de uma chuva torrencial, o pequeno rouxinol erguia sua voz
em uma linda canção. Ao vislumbrar tão bela cena Spurgeon comentou:
"Era tão doce e tão bonito que eu não creio que possa escutar algo tão
comovente até ouvir os anjos cantarem."
A seguir, Spurgeon afirmou: "O Deus do rouxinol é o Deus que eu
sirvo
. Mesmo na escuridão, sentindo frio, na chuva ou entre espinhos, Ele
pode me levar a entoar belas canções na noite”.

            Esta
história nos traz ao entendimento algumas situações que a vida nos impõe. Momentos
que se comparam com a escuridão da noite, com o frio no corpo, com a chuva que
provoca correntezas que nos arrastam para lugares enlamaçados e espinhos que
nos ferem o corpo deixando suas marcas.

            Todas
essas situações mexem com nossas emoções, com nossos sentimentos. Vejamos então
algumas delas.

 
*    
NA ESCURIDÃO DA VIDA

 Há momentos tão difíceis na vida
que parece que estamos andando na mais terrível escuridão. São tantos problemas
e tão poucas alternativas que parece não haver uma luz no fim do túnel.

Estar na escuridão é para
muitos o mesmo que estar inseguro. Pois não se consegue ver onde se pisa;
tropeçamos nos obstáculos sem saber ao certo onde eles estão; não obstante o
sentimento de insegurança tomar conta de nosso ser devido a um fator
determinante na vida humana: o de que o ser humano só confia naquilo que
vê.

Os problemas na vida do crente às vezes parecem que nos cobre com uma
avalanche de escombros que nos impedem de ver a luz do dia. Geralmente tais
problemas nos assolam com uma tamanha tristeza que rouba a esperança que as
coisas podem melhorar.

 A sensação de instabilidade leva
muitos a parar de seguir em
frente. Não é difícil saber o motivo de muito pararem: não dá
para enxergar o caminho e é perigoso seguir em frente.

Quantas pessoas não temem seguir em frente na vida, parecem que os
obstáculos não lhes deixam ver o caminho que há por trás desses mesmos
obstáculos. Por não verem caminhos
claros alguns jovens param de tentar, param de lutar, desistem no meio da vida.

Na
escuridão da vida as frustrações se formam.

É nesses momentos que crentes
fortes exercitam algo que os fará seguir em frente. Falo do
exercício da fé.

Em outras palavras, quero dizer a vocês que quando as coisas parecerem
difíceis, quando parecer não haver luz no fim do túnel, quando os problemas se
mostrarem como densas nuvens que propagam a escuridão eu digo a você que não
parem, mas tenham fé em
Deus. Caminhe pelas veredas que Deus traçou. Mesmo que não
enxerguemos nada a nossa frente, como Abraão também não sabia o que lhe
esperava, mas com a certeza que o que Deus planejou para ele era seguro Abraão
seguiu sua jornada.

Do mesmo modo podemos continuar andando, porque Deus nos dá segurança
em meio à escuridão.

 *    
NO FRIO DA VIDA

Mês passado Elaine e eu ganhamos duas entradas para uma peça teatral no armazém 14. Como não sabíamos ao certo
onde era o teatro, só que ficava na imediação do Cais de Santa Rita, começamos
a percorrer as ruas perguntando onde ficava o teatro. Quando dobramos numa das
esquinas do Recife antigo vimos deitados nas marquises dos prédios várias
pessoas. Aquela era uma noite de ventos frios e aquelas pessoas se encolhiam
enrolado em seus lençóis debaixo daquelas marquises.

O frio da noite dobra até os mais fortes. A reação de quem está com
frio é cruzar os braços e se encolher a fim de esquentar o corpo já dolorido
por tanto frio não obstante a respiração ficar debilitada.

 O frio da vida são aqueles momentos de perdas, desgostos e fracassos.
Diante do fracasso, da perda e dos desgostos da vida reagimos como se
estivéssemos com frio. Temos dificuldades de respirar, sentimos uma dor no
peito e uma vontade de se encolher e chorar.

A perda de um parente ou de um amigo querido, o fracasso dos projetos
ou dos relacionamentos, os desgostos que dia-a-dia amargamos também nos fazem
querer desistir.
A angústia que toma conta do nosso ser é tão grande que
parece que a vida não tem mais sentido e quem já passou pelo que estou falando
sabe muito bem a sensação.

O frio da vida maltrata o coração e a pergunta é:
como uma pessoa pode encarar o frio da vida?  A resposta é se abrigando nos braços do
Senhor. O salmista descreve no salmo 17:8b a sua suplica diante de Deus.

“Esconde-me
à sombra das tuas asas”

            O hino 310 do cantor cristão me fala muito ao coração nesse sentido. A segunda
estrofe principalmente:

2- Em teus braços eu me escondo, pois sem ti não posso andar; com o
coração aflito venho a ti para implorar: oh! Escuta! Cristo, os rogos que te
faço com fervor! Dá-me abrigo nos teus braços, e protege-me, Senhor!

Coro- Em teus braços me escondo,
onde sempre quero estar; ao teu lado protegido eu desejo caminhar.

                                   No
Senhor encontramos a proteção e consolo necessários para continuar caminhando.

 *  
NA CHUVA DA VIDA

Volta e meia assistimos na TV os efeitos das chuvas. A sua força derruba
até os morros com as casas lá construídas. Sua força arrasta carros, tudo e
todos que se estão pela frente. Quem nunca viu aqueles resgates dramáticos de
pessoas que são arrastados pela correnteza em meio a um temporal? Ou quem nunca
ouviu os relatos, aos prantos, daqueles que perderam tudo com os efeitos da
chuva?

A chuva da vida são circunstâncias que nos atingem sem esperarmos. São
forças exteriores que nos arrastam para fora do caminho.

Circunstâncias acontecem na vida das pessoas onde num piscar de olhos
essas pessoas são arrastadas para locais enlamaçados. A chuva da vida vem com
tanta força e provoca correntezas que apavoram e dão medo.

 Tive um professor de artes marciais que dizia que “se
uma pessoa tem medo já está com metade da luta perdida”
. E na vida
funciona do mesmo jeito, se temos medo estamos fadados ao fracasso.

Certa vez Deus disse a um homem que estava com medo: “Sê
forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é
contigo por onde quer que andares” (Js 1:9b).
Deus sabia que se Josué
fosse contra os inimigos com medo provavelmente seria derrotado, mas Deus disse
a Josué não tenhas medo porque eu sou contigo.

Do mesmo modo que Deus disse a Josué, ele diz a seu povo em nossos dias
não tenham medo eu sou contigo.

 *  
OS ESPINHOS DA VIDA

Os espinhos da vida são caracterizados por atitudes que machucam, que
ferem. Quem nunca sofreu por ter sido maltratado, desrespeitado, traído e até
mesmo envergonhado. Dizem que quem bate não se lembra, mas quem recebe o
maltrato esse não esquece.
Não esquece porque as ações que sofreu são como
os espinhos que cortam a pele e furam a carne.

Essas feridas nos fazem perder as esperanças para com as pessoas.
Geralmente se diz não dou voto de confiança, pois já sofri uma vez e para nunca
mais. A desconfiança e a descrença trazem ao coração amargura e rancor. Esses
sentimentos tiram o prazer de viver, afastam as pessoas queridas, promove o
isolamento e nos levam a depressão.

Quantas pessoas vocês não conhecem que são amargas por vida. É
comum as pessoas não quererem se aproximar delas. Creio que vocês que estão
aqui não querem passar por isso. Por isso não deixe a tristeza tomar conta da
tua vida. Lembra o salmista que também disse que “O choro pode durar a noite
inteira, mas de manhã vem a alegria” (Sl 30:5b)
. Isso se dá porque Deus
consola e conforta os seus filhos.

Notem que nesta mensagem não queremos tirar o direito de em alguns dias
nos sentirmos tristes, mas o que aponto é que essa tristeza, bem como as
amarguras, as frustrações não devem tomar conta de nossas vidas nos roubando a
esperança e alegria de viver.

Lembram a cena que o pregador presenciou: 

Ao aproximar-se a
noite, o tempo esfriou começando a chover fazendo com que o pregador perdesse
as esperanças de ouvir o cântico do pássaro. De repente, ele ouviu uma doce e
suave "canção". Sem titubeios olhou pela janela e lá, pousado no
espinheiro, debaixo de uma chuva torrencial, o pequeno rouxinol erguia sua voz
em uma linda canção. Ao vislumbrar tão bela cena Spurgeon comentou:
"Era tão doce e tão bonito que eu não creio que possa escutar algo tão
comovente até ouvir os anjos cantarem."
A seguir, Spurgeon afirmou: "O Deus do rouxinol é o Deus que eu
sirvo
. Mesmo na escuridão, sentindo frio, na chuva ou entre espinhos, Ele
pode me levar a entoar belas canções na noite”.

Algumas vezes precisamos ser como os rouxinóis que mesmo na escura
noite, debaixo de uma tempestade torrencial, sentindo frio e entre os espinhos
encontra forças para entoar uma bela canção.

O segredo para termos forças para cantar quando as dificuldades e
dissabores nos sobrevém é confiar nesse Deus que servimos. Porque ele cuida do
seu povo.

*   
MÚSICA ESPECIAL: CAIS (Gerson Cardoso e
Liriel).

  Hoje muitas pessoas
desistem das melhores coisas da vida em Jesus por se esquecerem de algo muito
importante: “Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em
tempos de aflição” (Sl 46:1)
.

Infelizmente muitas
pessoas ainda desconhecem o que é ter a Deus como refúgio e fortaleza. Quando
as frustrações aparecem levando toda a alegria, essas pessoas não sabem a quem
recorrer.

Quero
dizer algo a vocês que nos visitam: Deus quer ser o teu refúgio e fortaleza, o
teu libertador e aquele que não falta em tempos de aflição. Ele não quer que
você passe pelos momentos difíceis da vida sozinho. Ele quer estar contigo.

Você quer estar com
ele? Diga a ele: quero que sejas o meu refúgio, o meu salvador. Quero ter Jesus
na minha vida. Quero que minha vida seja dele. Quero que ele cuide de mim.

  (mensagem apresentada no dia 06/07/08 na Igreja Batista em Apipucos)

MENSAGEM BÍBLICA: HOMOFOBIA

VERDADEIRAMENTE LIVRES

*
Edivaldo Rocha

                 Hoje
compartilharei com vocês um aspecto da mordomia cristã que às vezes parece não
ser levado em
consideração. Falo do aspecto que envolve todo serviço
cristão: a liberdade. Nesse sentido precisamos levar em consideração duas
palavras que embora estejam presentes no nosso vocabulário dentro da igreja
elas apresentam duas realidades distintas.  Existe uma diferença muito grande entre a
palavra obrigação e a palavra compromisso.

            Obrigação é que fazemos mesmo sem
querer. Compromisso é aquilo que fazemos por comprometimento de livre e
espontânea vontade.

No Antigo Testamento tinha uma
prática muito interessante quando um escravo estava no ano de ser liberto. Para
quem não sabe quando alguém tinha uma dívida com outra pessoa e não tinha como
pagar, essa pessoa se tornava escrava do seu credor por sete anos. O sétimo ano
era o ano da libertação. E nele o escravo poderia fazer uma escolha: iria
embora cuidar de sua vida, ou se comprometeria com seu credor de continuar a
servi-lo por amor. Os sete anos era
obrigação por conta da dívida, mas nesse período havia senhores tão bons que
quando vencia os prazos de escravidão muitos escravos não queriam sair de
próximo dos seus senhores e por isso assumiam um compromisso de servi-los por
amor.

             Há outra coisa importante a ser destacada: a liberdade para servir está condicionada à
liberdade religiosa.
Ninguém é
obrigado a aceitar a Cristo, mas quando entendemos o que ele fez pela
humanidade assumimos um compromisso de amor que o próprio Jesus mostrou
primeiro
.

            Na Bíblia a liberdade religiosa
foi defendida numa ocasião bem singular
. Paulo pregava em uma de suas
viagens missionárias. Um grupo de indivíduos liderado por um homem tentou
contra a vida de Paulo, porém um outro homem que nem era cristão defendeu o
direito da liberdade religiosa de Paulo, senão vejamos o que diz Atos dos
apóstolos 19:23-41:

“Por esse tempo, houve grande
alvoroço acerca do Caminho. Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de
prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os
juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que
deste ofício vem a nossa prosperidade e estais vendo e ouvindo que não só em
Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado
muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não
somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o
próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo
destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram. Ouvindo isto,
encheram-se de furor e clamavam: Grande é a Diana dos efésios! Foi a cidade
tomada de confusão, e todos, à uma, arremeteram para o teatro, arrebatando os
macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo. Querendo este apresentar-se
ao povo, não lhe permitiram os discípulos. Também asiarcas, que eram amigos de
Paulo, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse indo ao teatro. Uns, pois,
gritavam de uma forma; outros, de outra; porque a assembléia caíra em confusão. E, na sua
maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos. Então, tiraram
Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para a frente. Este,
acenando com a mão, queria falar ao povo. Quando, porém, reconheceram que ele
era judeu, todos, a uma voz, gritaram por espaço de quase duas horas: Grande é
a Diana dos efésios! O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse:
Senhores, efésios: quem, porventura, não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã
do templo da grande Diana e da imagem que caiu de Júpiter? Ora, não podendo
isto ser contraditado, convém que vos mantenhais calmos e nada façais
precipitadamente; porque estes homens que aqui trouxestes não são sacrílegos,
nem blasfemam contra a nossa deusa. Portanto, se Demétrio e os artífices que o
acompanham têm alguma queixa contra alguém, há audiências e procônsules; que se
acusem uns aos outros. Mas, se alguma outra coisa pleiteais, será decidida em
assembléia regular. Porque também corremos perigo de que, por hoje, sejamos
acusados de sedição, não havendo motivo algum que possamos alegar para
justificar este ajuntamento. E, havendo dito isto, dissolveu a assembléia.

            Em Éfeso a defesa do direito de
seguir uma religião ou não foi preservado e Paulo foi poupado. Pois a liberdade
religiosa nos dá a opção de nos comprometermos ou não com uma religião.

Porém este aspecto da liberdade está sendo colocado em quash em nosso Brasil. A
Câmara dos Deputados enviou o projeto de lei da homofobia para o
Senado Federal. Projeto que na mídia se
apresenta como a busca pelo direito do respeito da sociedade.
Na prática o projeto esconde algumas
artimanhas que dão aos homossexuais superpoderes
em relação aos demais cidadãos.

Qualquer tipo de questionamento a um homossexual será considerado ato
discriminatório e passivo de multa e prisão.

Para as igrejas as coisas se apresentam bem complicadas. Por exemplo, o
artigo 8 diz o seguinte no item A e B:

Art. 8º-A Impedir ou restringir a
expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados
abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta
Lei: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos."

"Art. 8º-B Proibir a livre
expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou
transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais
cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos."

Sabem o que isto quer dizer?
Que se um indivíduo entrar na igreja e começar a se beijar com outro do mesmo
sexo, nós não poderemos fazer nada. Do contrário seremos considerados
criminosos.

Mesmo que a igreja coloque um
advogado
sabem para quem é a vantagem de acordo com o artigo 20 parágrafo
2º:

§ 2º “Para fins de interpretação e
aplicação desta Lei, serão observadas, sempre que mais benéficas em favor da
luta antidiscriminatória, as diretrizes traçadas pelas Cortes Internacionais de
Direitos Humanos, devidamente reconhecidas pelo Brasil."

            Estão chamando esta lei de a lei da mordaça gay, pois ela tenta por a
seu favor todos os recursos da lei.

O discurso bíblico ficará conduzido ao que tais elementos querem ouvir. E com
certeza não é a verdade.

            Mas uma coisa precisamos reconhecer.
Os homossexuais precisam ser respeitados. Precisam deixar de serem
discriminados. Até mesmo pelas igrejas.

O
problema todo se aloja numa minoria militante que quer fazer um direito de
igualdade virar arma contra os outros.

No caso de Paulo com os fabricantes de
ídolos de Éfeso: eles não queriam defender sua deusa Diana, mas queriam
defender sua profissão que dava muito dinheiro. Pois no cristianismo não se
fabricava imagens ou esculturas. Um grupo de indivíduos tentou manipular a
massa para se aproveitar da situação.

Nesse
sentido as igrejas precisam entender uma coisa: não são todos os homossexuais
que apóiam esta lei do jeito que está; não são todos que querem desrespeitar o
direito de liberdade do outro. Volto a dizer que este é um desejo de uma
minoria arbitrária.

Como
crentes que somos, precisamos orar para que nossos governantes entendam
que a aprovação desta lei como está tornará uns indivíduos com mais benefícios
que outros e que a liberdade religiosa será suprimida. Precisamos também
nos manifestar de maneira adequada para não darmos margem para
comentários que insinuem que somos preconceituosos e assim dando base para essa
lei injusta.

A
igreja sempre deve lutar pela liberdade de escolha, mesmo que não concordemos
com esta escolha. Dentro da liberdade humana Jesus convidava homens e mulheres
que queriam se comprometer voluntariamente por entender que em Deus somos
livres do pecado em
Cristo Jesus.

Se
uma pessoa que se assume homossexual não quer mudar de vida, ele é livre para
tomar essa decisão. A nossa função é mostrar a palavra de Deus; quem convence é
o Espírito Santo e ao homem cabe escolher permanecer no erro ou ter uma nova
vida em Cristo.

Diante disso tudo precisamos enfatizar
que nosso discurso tem como pressuposto uma fé primeiramente em Deus; que a
Bíblia é mais pura compilação da sua revelação e que em Cristo nos tornamos
verdadeiramente livres. E ninguém obriga outro a ser livre do mesmo modo que
ninguém pode nos obrigar a deixar de tentar promover essa libertação aos que
andam por caminhos tortuosos. E aqui não falo somente dos que são homossexuais,
mas a qualquer pessoa que não conheça a Jesus, a fonte da liberdade.

Que
o direito de reconhecimento da dignidade seja alcançado pelos homossexuais e
todos aqueles que se sentem discriminados, sem ferir o direito de liberdade de
expressão das outras pessoas e instituições como as igrejas.

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos na manhã do dia 29/06/08)

MENSAGEM BÍBLICA

JESUS CRISTO É A ESPERANÇA

(baseada
na mensagem transformando realidades do dia25/05/08)

*Edivaldo Rocha

11/05/08

A
administração do seminário teológico Batista do Brasil me enviou por e-mail o
seguinte informativo:

XENOFOBIA NA ÁFRICA DO SUL – CASAL DE MISSIONÁRIOS
WILAM E NIVIA SANTOS, EX-ALUNOS DO STBNB PRECISAM DE NOSSAS ORAÇÕES.


Uma multidão de sul-africanos em fúria tem atacado constantemente
imigrantes de Moçambique, Malaui e Zimbábue tentando expulsá-los do subúrbio de
Joanesburgo, deixando centenas de feridos e até o momento 24 mortes
oficialmente confirmadas. Nos últimos dias houve saques ao comércio e em
residências de estrangeiros, além de registros de agressões e outras violências
físicas. A polícia já capturou mais 200 baderneiros. Todos estão apreensivos e
principalmente nós, estrangeiros, pois não sabemos se estas revoltas podem
afetar a nós, estrangeiros não africanos. A polícia tem se esforçado e, por
isso, um grande e efetivo grupo de policiais patrulha ostensivamente as ruas de
Joanesburgo. O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, condenou os atos de
violência, mas ainda não pediu ajuda do exército nas ruas por achar que não é
necessário. Uma Igreja Batista que se encontra no centro da cidade foi roubada
no final de semana, como uma forma de agressão aos estrangeiros ali presentes,
mas não há notícias de missionários vítimas de agressão. Alguns
imigrantes que conseguiram escapar da fúria da multidão buscaram refúgio nas
dependências de várias igrejas, inclusive de igrejas batistas. A maioria das
igrejas têm grande número de imigrantes e todos estão assustados. De
acordo com informações das agências de notícias internacionais, os
sul-africanos estariam atacando os imigrantes por entenderem que a falta de
empregos seria resultado da presença deles no país, pois aceitam trabalhar
muito mais e receberem salários menores. A crise econômica e política nos
países vizinhos, como o Zimbábue, provocaram um aumento significativo no fluxo
de imigrantes para a África do Sul, em busca da relativa paz e prosperidade.
Por causa de sua história com o Apartheid (regime de separação racial), os
sulafricanos não são muito amistosos com os estrangeiros e este comportamento
xenofóbico (aversão aos estrangeiros) não é nada novo, porém, tem se
intensificado e tornou-se nesta violência nos últimos dias.

Orem
Pela paz na África do Sul. Peça a Deus para que a onda de violência contra
imigrantes e estrangeiros cesse e a tranqüilidade retorne ao país. Orem pelos
zimbabuanos e angolanos de nossa igreja, para que Deus os livre desta situação
e pelas igrejas que têm recebido e acolhido os estrangeiros em suas
dependências. Devido a esta situação decidimos cancelar as aulas do pré-escolar
e de teologia pelo menos até esta semana, esperando em Deus uma melhora
significativa nestes conflitos! Desde já agradecemos vossas intercessões!

Um colega pastor me cumprimentou
pelo meu aniversário e me deixou para meditação 2Cr 15:7 que diz: “
Mas
sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá
recompensa”.

Geralmente não gosto de receber
versículos isolados sem observar seu contexto textual. Por isso li todo o
capítulo e aí sim confirmei que o verso que meu colega me dedicou pode ser
usado isoladamente sem problema algum. Mas para hoje, destacarei os sete
primeiros versos apara refletirmos nesta manhã:

“Veio o Espírito de Deus sobre
Azarias, filho de Odede. Este saiu ao encontro de Asa e lhe disse: Ouvi-me,
Asa, e todo o Judá, e Benjamim. O Senhor está convosco, enquanto vós estais com
ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.
Israel esteve por muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o
ensinasse e sem lei. Mas, quando, na sua angústia, eles voltaram ao Senhor,
Deus de Israel, e o buscaram, foi por eles achado. Naqueles tempos, não havia
paz nem para os que saíam nem para os que entravam, mas muitas perturbações
sobre todos os habitantes daquelas terras. Porque nação contra nação e
cidade contra cidade se despedaçavam, pois Deus os conturbou com toda sorte de
angústia.
Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa
obra terá recompensa” (2Cr 15:1-7).

Joanesburgo
não vive um momento agradável. É difícil compreender que suas vagas de
emprego estão indo parar nas mãos de estrangeiros. A população pressionada pela
falta de poder aquisitivo se vale de tumultos violentos pensando que assim
farão valer o seu direito. Lembra um pouco do período da década de 60 onde os
negros norte-americanos se valiam de tumultos parecidos em protesto à
discriminação racial que era insuportável naquela época.

Naquele
momento levantou-se um servo de Deus, chama Martin Luther King para dizer que
aquela forma de agir não iria melhorar as coisas, mas ações pacíficas surtiriam
melhores efeitos. Luther King com Palavra de Deus mudou a realidade
norte-americana.

Missionários na África do Sul também tentam
mudar essa realidade, contudo Joanesburgo está fazendo uma opção perigosa. Está
querendo se afastar de Deus, à medida que tenta expulsar do país os missionário
propagadores da palavra salvadora. É claro que não podemos generalizar. Nem todos
estão agindo dessa maneira. O próprio presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, não aprova tais procedimentos e
com certeza
o povo também sofre com essa ação.

Vejam o que diz a Palavra de Deus no
versículo 2b e verso 6:

O Senhor está convosco, enquanto
vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o
deixardes, vos deixará.
Porque nação contra nação e cidade contra
cidade se despedaçavam, pois Deus os conturbou com toda sorte de angústia”

A
nação que deixa de buscar o Senhor por si só se despedaça. Podemos afirmar sem
qualquer sombra de dúvida que “o temor
do Senhor é a garantia da harmonia social”
.

Trazendo
essa abordagem para nossa realidade nacional e comparando com os números da
violência do nosso Brasil, podemos afirmar que nosso povo está sofrendo os
efeitos de uma nação que não teme ao Senhor.
Certa vez uma palestrante fez um comentário num congresso no exterior sobre
as estatísticas de mortes em nosso país. Sabe o que perguntaram a ela?
“Vocês estão em guerra no Brasil? Pois estes números que você apresenta são de
países em guerra”.

É
alarmante ver que todos os dias se criam grupos de trabalho, força tarefas,
planos de segurança e nada resolve o problema da criminalidade.

Isso
acontece porque nosso país não está dando a devida atenção para Deus, pois só
ele dará jeito nesse desajuste social em que vivemos.

Não
pensem que estou falando que o Estado tem que pregar o evangelho para resolver
os problemas sociais. Deus nos livre dessa maldição, já basta uma Idade Média
na vida
. Mas falo da pregação do evangelho que deve ser feita pelas igrejas que é
imprescindível para esta situação. Porque quando pregamos a alguém que se
envolveu com o crime e este alguém vem a se converter é menos um criminoso e
mais um salvo. Quando pregamos a um adolescente e a um jovem e esses vêm a se
converter é menos um para enveredar pelo caminho do crime. Quando pregamos a um
homem adulto, ou a um idoso e esses entendem que a melhor é confiar no Senhor,
esses também não se passarão para serem traficantes, porque para o tráfico não
tem idade. Da criança ao idoso, todos são úteis para os traficantes basta ver a
televisão.

As igrejas às vezes se sentem sem recursos
e sem forças para mudar esta realidade de uma nação que parece não ter Deus.
Quantas vezes nós mesmos já não pensamos em parar de propagar por achar que
nada adiantará. Contudo, é preciso atentarmos para a Bíblia e pregarmos a tempo
e fora de tempo.

O verso sete do texto de II Crônicas que lemos
nos diz: “Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra
terá recompensa”.
Não será em vão o nosso trabalho, mas ele produzirá
recompensa para nós; para nossas famílias; para nossas igrejas e para nosso
país e principalmente para o Reino de Deus.

PRECISAMOS PROPAGAR POR TODO
CANTO QUE

JESUS CRISTO É A ESPERANÇA PARA
ESTE PAÍS!

*mensagem apresentada no domingo 01/06/08 pela manhã

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