mês da família 2010 – relacionamentos

RESGATANDO O RELACIONAMENTO ENTRE OS IRMÃOS

*Pr. Edivaldo Rocha

Você já parou para pensar acerca as reflexões apresentadas neste mês da família? Nos dois primeiros domingos, vimos retratos de famílias que passaram por muitas dificuldades. O rei Davi, por não olhar apropriadamente para sua própria casa, não percebeu que seus filhos se corrompiam e deixavam-se dominar pelas paixões. Rebeca, dominada por um desejo e um impulso sem precedentes, causou a desestruturação no seio do seu lar. Provocou a inimizade entre seus filhos e viu seu filho mais novo ter que fugir de casa para não perecer na mão de seu irmão.

São interessantes algumas perspectivas de análises bíblicas. Muitos de nós já lemos inúmeras vezes essas passagens e parece que alguns detalhes nos fugiam da leitura. Percebemos desta vez, justamente por mudar o nosso olhar e a nossa perspectiva de leitura. Ou seja, por conta da ênfase do mês estamos retomando algumas passagens com a perspectiva de atender as necessidades das famílias. O que eu não esperava, era encontrar problemas tão sérios, mesmo na casa de pessoas tementes a Deus, conforme apresentamos nos domingos passados. Isso reforça a tese que não adianta cuidar da obra de Deus, descuidando de nossas casas.

A família é o primeiro ministério que todo crente recebe. Cuidar bem deste ministério é tão crucial quanto evangelismo, louvor, etc. Nos domingos anteriores nos falamos de personagens bíblicos e a história de suas famílias.

A primeira história, do rei Davi, fora quase que irremediável. Um estupro, duas mortes, guerras entre tribos e muita dor.

A segunda história, de Rebeca, Jacó e Esaú, poderia ter terminado tal qual a de Davi. Entretanto, há aquelas pessoas que aprendem com a dor e o sofrimento. Jacó foi uma dessas pessoas.

Sobre este aprendizado é que falaremos hoje. Mais precisamente como reverter situações de mágoas e desgostos entre os irmãos. Por isso intitulamos a nossa reflexão com o tema, “resgatando o relacionamento entre os irmãos”, e como base para mesma destacamos os episódios descritos no livro de Gênesis do capítulo 27 ao 33.

Esses capítulos deverão ser investigados minuciosamente em suas casas, nas suas leituras devocionais. Contudo, quero trazer a tona primeiramente os versos 3, 4 e 5 do capítulo 32, lembrando que embora o tema da mensagem aborde o relacionamento entre irmãos, as suas verdades se aplicam a qualquer grau de parentesco. Vejamos então o que os versos dizem:

“Então, Jacó enviou mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom, 4e lhes ordenou: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer isto: Como peregrino morei com Labão, em cuja companhia fiquei até agora. 5Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas; mando comunicá-lo a meu senhor, para lograr mercê à sua presença.”

Jacó já vinha de um conflito com seu sogro, Labão. Quando Jacó fugiu de casa, ele trabalhou vinte anos para seu sogro. Labão fora muito astucioso. Várias vezes enganou a Jacó e por dez vezes mudou o seu salário. Jacó era responsabilizado por todo e qualquer prejuízo que ocorria com o rebanho. Tal tratamento fez Jacó decidir ir embora sem comunicar nada ao seu sogro. Tomou as suas duas mulheres, Lia e Raquel, juntamente com seus filhos e rebanhos e voltou para a sua terra de origem. Labão o perseguiu e depois de muita discussão fizeram um acordo no qual cada um seguiu o seu caminho. Mas ainda havia um problema. Para Jacó voltar para a sua terra, ele teria que resolver outro problema: o conflito com seu irmão, Esaú.

O nome Jacó significa enganador. E foi isso que ele fez bem, enganou por duas vezes o seu irmão. Primeiro lhe roubou o direito de primogenitura, oferecendo ao irmão um prato de guisado. Depois enganou o pai e “passou a perna no irmão”, roubando-lhe a bênção.

Esaú sentia um ódio mortal contra Jacó. Encarar esse ódio seria o desafio mais difícil que Jacó teria que passar. Mas a passagem que lemos mostra uma evidência que merece o nosso destaque: Jacó resolveu encarar os seus problemas. E essa é a primeira posição que uma pessoa que quer resolver conflitos familiares deve assumir.

Encarar os problemas não é fácil. Quando Jacó resolve colocar em pratos limpos a relação que mantinha com seu irmão, ele corria o risco de ser morto juntamente com sua família. Mas era necessário correr esse risco. Pois ele aprendeu que não conseguiria resolver os conflitos que se envolvera evitando-os. Muito pelo contrário, ele aprendeu que detectar o problema é o primeiro passo e resolvê-lo, o segundo.

Irmãos! Resolvam os problemas familiares o quanto antes. Jacó esperou vinte anos para resolver um conflito que teve com seu irmão. Quando Esaú veio ao encontro de Jacó, veio acompanhado com quatrocentos homens, um pequeno exército. Talvez a intenção de Esaú fosse exterminar todos os que estivessem com Jacó, visto que ninguém anda com essa quantidade de pessoas para um simples passeio.

A segunda coisa que Jacó fez para resolver o conflito com seu irmão foi orar. Os versos nove, dez e onze mostram o seguinte:

E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem; 10sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos. 11Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos.”

Orar faz bem! Orar quebra barreiras, muda o ânimo, acalma o enfurecido e reata os laços fraternais. Quando Jacó fugiu de casa teve uma visão. Ele viu uma escada onde anjos subiam e desciam por ela. Nesta ocasião, Jacó conheceu o Deus que seus pais serviam. Jacó passou vinte anos aprendendo a buscar a face de Deus. Ele sabia muito bem, a sua experiência havia lhe mostrado que quando não podemos controlar os resultados das coisas que planejamos, precisamos contar com a oração. Precisamos contra com Deus. Alias, em todas as situações de nossas vidas precisamos orar. O apóstolo Paulo bem frisou isto quando disse, “orai sem cessar” (1Ts 5: 17).

Quando você tiver um problema familiar para resolver, ore a Deus. Peça que ele vá a sua frente e amanse o “Esaú com seu exército”. Às vezes dizemos que quando temos que enfrentar alguém, nós somos recebidos pela outra pessoa com três pedras nas mãos. Jacó foi recebido por quatrocentos homens. Imagine só se cada um tivesse três pedras nas mãos. Mas uma coisa é certa, Deus fez cair as pedras no chão.

Antes de Jacó se encontrar com seu irmão, duas coisas aconteceram que merecem o nosso destaque. A primeira é que Jacó enviou presentes para tentar sensibilizar o seu irmão. Ele não mediu esforços para ser generoso. Ele poderia muito bem preparar um exército maior. Ele poderia revidar a possível investida de seu irmão, mas preferiu ser generoso. A Bíblia nos diz que não se paga o mal com mal, mas no que depender de vós façais sempre o bem (1Pd 3:9). Eis mais um requisito precioso para resolver os conflitos, fazer o bem.

A outra coisa que aconteceu, foi a luta de Jacó com o Senhor. Jacó perdeu, ficou manco depois disso. Nesta ocasião Deus mudou o nome de Jacó para Israel. Eu disse no início que o nome Jacó significa enganador. Por outro lado, Israel significa aquele que luta com Deus. Nessa passagem vemos algo de extremo valor: mudança de conduta.

Quando Deus muda o nome de Jacó, o faz para que ele se torne uma nova criatura. Na carta aos Efésios 4:25-32 diz que aquele que fazia coisas erradas não as façam mais. Se por ventura você for o motivador de algum conflito, uma forma de resolvê-lo será mudando a sua conduta. Se Jacó continuasse sendo aquele enganador inveterado, seu irmão não o teria perdoado. Mas agora, a conduta de Jacó era de alguém que luta com Deus. Ou seja, a conduta de um servo de Deus.

O capítulo 33:3 de Gênesis mostra que Jacó ao se aproximar de seu irmão ajoelhou em sinal de petição de perdão. Esaú correu ao seu encontro e o abraçou, perdoou as suas falhas (se é que se lembrava delas), devolveu a generosidade de seu irmão, mas Jacó insistiu que ele ficasse com os presentes, enfim um final feliz.

Enquanto crentes, devemos evitar o máximo nos envolver em conflitos. Porém. Eu sei que nem sempre conseguimos. Por isso a Bíblia nos mostra um caminho, espinhoso, mas seguro, para resolvermos os conflitos familiares e por que não dizer também fora do seio familiar. Para resolvermos problemas precisamos encará-los, reconhecendo a existência deles; precisamos pedir que Deus faça mediação dos resultados, orar sem cessar; precisamos mudar a conduta, nos comportando conforme o padrão bíblico, sem esquecer de ser generoso para com todos; por fim, precisamos lembra da atitude de pedir e dar perdão, sem este a família não resistirá os conflitos.

A nossa oração é que Deus nos ajude a cuidar de nossas famílias. Resolvendo todos os conflitos que atrapalham a nossa plena comunhão. Amém!

A tranquilidade das ovelhas – Sl 23

A tranquilidade das ovelhas

*Pr. Edivaldo Rocha

Hoje o que tenho para compartilhar com vocês tomará apenas uns poucos minutos, nos quais apresentarei uma história, que muitos considerarão infantil, mas que nos fala uma verdade que responde a muitas de nossas perguntas acerca da vida.

A história em questão se intitula a tranquilidade das ovelhas e conta o seguinte:

“A noite estava escura, céu sem estrelas. De vez em quando ouvia-se o uivo de um lobo bem longe, misturado com o barulho do vento. As crianças reunidas na tenda do Mestre Benjamin estavam com medo. Mestre Benjamim sentiu o medo nos seus olhos. Foi então que uma delas perguntou:

Mestre Benjamim, há um jeito de não ter medo? Medo é tão ruim! Mestre Benjamim respondeu:

Há sim… E ficou quieto.

Veio então a outra pergunta:

‑ E qual é esse jeito?

‑ É muito fácil. É só pensar como as ovelhas pensam…

‑ Mas como é que vou saber o que as ovelhas estão pensando?

Mestre Benjamim respondeu:

‑ Quando durante a noite, as ovelhas estão deitadas na pastagem, os lobos estão à espreita. E eles uivam. As ovelhas têm medo. Mas aí, misturado ao uivo dos lobos, elas ouvem a música mansa de uma flauta. É o pastor que cuida delas e não dorme nunca. Ouvindo a música da flauta elas pensam:

Há um pastor que me protege. Ele me leva aos lugares de grama verde e sabe onde estão as fontes de águas límpidas. Uma brisa fresca refresca a minha alma. Durante o dia ele me pega no colo e me conduz por trilhas amenas. Mesmo quando tenho de passar pelo vale escuro da morte eu não tenho medo. A sua mão e o seu cajado me tranqüilizam. Enquanto os lobos uivam, ele me dá o que comer. Passa óleo perfumado na minha cabeça para curar minhas feridas. E me dá água fresca para sarar o meu cansaço. Com ele não terei medo, eternamente… (Salmo 23, paráfrase)

Mestre Benjamim parou de falar. Os olhos de todas as crianças estavam nele. Foi então que uma delas levantou a mão e perguntou:

‑ E os lobos? Eles vão embora? Eles morrem?

‑ Os lobos continuam a uivar. E continuam a ser perigosos. O pastor não consegue espantar todos eles. E por vezes eles atacam e matam. Mas as ovelhas, ouvindo a música da flauta do pastor dormem sem medo, não porque não haja mais perigo, mas a despeito do perigo. Não há jeito de acabar com o perigo. Mas há um jeito de acabar com o medo. Coragem é isso: dormir sem medo a despeito do perigo…

As crianças voltaram para suas tendas e dormiram sem medo, pensando nos pensamentos das ovelhas. De vez em quando, lá fora, ouvia-se o uivo de um lobo faminto. Desde então, tornou-se costume contar ovelhinhas para dormir.” (Texto de Rubem Alves, do livro: “Perguntaram-me se acredito em Deus”. Editora Planeta, 2007).

O verso que me chama mais atenção no Salmo 23 é o quatro: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam”. Esse verso não nega a existência de dificuldades. Ele até as compara como vale de morte, porém mostra a confiança que todo aquele que tem a Deus como seu pastor demonstra.

Talvez alguns de vocês essa semana sentiram medo de alguma coisa. E medo é uma coisa ruim. Sentimos medo por avistarmos algum perigo. A mãe que vê a sua criança na beira de uma escada sentirá medo, visto o risco de uma queda. O pai de família que perde o emprego sente medo de passar necessidades. A vítima de um assalto sente medo por sua vida. Enfim todos nós por um motivo ou por outro sentimos algum tipo de medo ou vislumbramos algum perigo que nos cerca. A historinha que ouvimos (lemos) fala de medo e perigo, mas fala também de um som vindo da flauta do bom pastor.

Um som tão angelical que quando ouvimos perdemos o medo dos perigos que nos cercam, mesmo que eles continuem por lá como o lobo que uiva e cerca as ovelhas.

O salmo 23 fala de um pastor que sempre está próximo. Fala de um pastor que nos faz repousar em grama verdinha; fala de um pastor que nos leva à água fresquinha quando temos sede; fala de um pastor que acalma o espírito, que guia os nos pés por caminhos planos e nos prepara um banquete da vitória. O salmo 23 fala de um pastor que diz que mesmo que os perigos estejam a nossa volta, podemos ter a certeza que bondade e misericórdias divinas sempre nos seguirão. E isso nos faz entender que não importa o quão grande possa parecer o perigo, nos braços do bom pastor sempre estaremos seguros e o som de sua flauta nos fará dormir sem medo. Amém!

FILHOS DE DEUS DUAS VEZES

FILHOS DE DEUS DUAS VEZES

*Pr. Edivaldo Rocha

            Esta noite falarei a vocês de um
personagem bíblico que possuía características bem peculiares. O nome deste
personagem era João Batista. De nascimento era só João, filho de Zacarias. Ele
ficou conhecido como João Batista pela prática que exercia de batizar pessoas
em sinal de arrependimento. Não era só um costume daquela época, apelidar as
pessoas pelo ofício que exerciam. Ainda hoje temos essa prática. Senão vejamos
alguns nomes conhecido de vocês: Geraldo do Queijo; Fulano do bode; beltrano do
taxi; cicrano da farmácia e assim por diante. E da mesma maneira foi com João
Batista.

Ele primeiramente nasceu numa família de sacerdotes que serviam
continuamente no templo. Comumente naquela época as crianças eram acostumadas a
frequentarem os ambientes religiosos de seus pais. Como eles eram judeus de
religião, João Batista fora criado naquele ambiente do templo. Contudo, como
qualquer pessoa que cresce, é comum também ela tomar suas próprias decisões.
Entre as muitas decisões que tomam, está a de permanecer ou não na religião de
seus pais. João Batista não deixou de ser judeu, mas adotou um costume pouco
típico para os judeus do seu tempo. Desde muito jovem ele se afastou do
convívio social, preferindo viver isolado no deserto.

Quando ele resolve voltar para o convívio social, a fim de realizar a
missão que Deus confiou a ele, o povo se surpreendeu com a figura que
representava. João Batista fazia suas roupas com pelo de camelo e sua
alimentação consistia em comer gafanhotos com mel. Embora para nós possa
parecer repugnante comer gafanhotos, dizem que é muito nutritivo. Enfim, quando
ele aparece no centro da Judéia não há aquele que não olhe para ele.

João Batista pregava para que as pessoas se arrependessem de seus maus
caminhos e quem aceitava esse discurso era batizado por ele. No evangelho de
João (não o Batista, mas agora o João evangelista, discípulo de Jesus) temos a
seguinte narrativa acerca da atividade de João Batista:

“Este foi o testemunho de João,
quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe
perguntarem: Quem és tu? Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o
Cristo. Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou.
És tu o profeta? Respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para
que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo?
Então, ele respondeu:Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho
do Senhor, como disse o profeta Isaías. Ora, os que haviam sido enviados eram
de entre os fariseus. E perguntaram-lhe: Então, por que batizas, se não és o
Cristo, nem Elias, nem o profeta? Respondeu-lhes João: Eu batizo com água; mas,
no meio de vós, está quem vós não conheceis, o qual vem após mim, do qual não
sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. Estas coisas se passaram em
Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando” (Jo 1:19-28).

 

            Como vimos nessa passagem bíblica,
muitos pensavam que João Batista era o Messias prometido, muitos pensavam que ele
era Jesus Cristo. Como ele negou ser Jesus o Cristo, perguntaram então se ele
era uma reencarnação do profeta Elias. Ele respondeu dizendo também que não era
Elias. Quando em fim fizeram a pergunta certa: quem é você? Ele respondeu que
ele era a voz que clamava no deserto, aquele que abriria as portas para que
entrasse o Salvador do mundo, Jesus Cristo.

            Entre todos os profetas de Israel,
João Batista foi considerado o mais feliz e abençoado por ter sido o único
profeta que viu pessoalmente a Jesus Cristo. João se referiu a Jesus como o
Cordeiro de Deus, que tiraria o pecado do mundo.

            Para quem não sabe, naquela época
havia o sacrifício de animais para se alcançar o perdão dos pecados. Todos os
anos, no dia do perdão, os judeus vinham de onde estivessem para Jerusalém. Lá
eles ofereciam no templo animais, ervas e cereal como sacrifícios a Deus para
que Ele perdoasse os pecados daqueles que participavam da celebração. Quando
João se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, ele vislumbrava o sacrifício
que Jesus teria que fazer para conceder perdão para a humanidade.

            O sacrifício ocorreria no dia de sua
crucificação. O sangue que Jesus derramou foi e é para que todos quantos
aceitarem esse sacrifício possam ter o perdão dos seus pecados.

            No início do evangelho de João, o
evangelista e discípulo de Jesus, temos a descrição de um Deus que estava no
céu em uma só forma com seu filho Jesus Cristo, mas diante da situação humana
de afastamento da sua pessoa, Deus decide enviar o seu filho para que o
relacionamento que foi quebrado pelo pecado fosse restabelecido por meio de
Jesus na cruz do calvário.

            Se alguém perguntasse que tipo de
relacionamento Deus que manter conosco, eu diria que é um relacionamento de pai
e filho, senão vejamos o que diz Jo 1:10-12.

“O Verbo estava no mundo, o mundo
foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era
seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o
receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que
crêem no seu nome
”.

                       

Jesus veio para todos, mas o próprio texto nos mostra que nem todos
entenderam isso. O sacrifício de Jesus nos concede o perdão de nossos pecados
para que nos tornemos filhos de Deus, mediante o recebimento de Jesus como seu
Senhor e Salvador.

            Porém, alguém hoje pode estar
dizendo, “eu já sou um filho de Deus! Afinal não foi ele quem me fez”?
Se por acaso alguém fez essa pergunta, eu só tenho a responder que é verdade,
pois todos nós fomos criados por Deus. Lá no Gênesis 1:27 a Bíblia nos diz que “Deus
fez o homem (ser humano) a sua imagem e semelhança
”. Quanto a isso não
há argumento; o homem é feitura de Deus; nós somos filhos de Deus por conta
disso. Mas me permitam contar uma história que se encaixa nesse assunto.

O
menino e o barquinho

Certa vez um homem que morava em um interior
ensinou o seu filho a fazer uma jangada de madeira. Um barquinho para brincar
no riacho. Ele ensinou o filho a cortar a madeira. Depois ensinou a dar os nós
que prenderiam as madeiras umas as outras. Depois da pintura estava pronto o
barquinho.

Todos os dias o garoto brincava com o
barquinho num riacho próximo de sua casa. Num determinado dia a correnteza do
riacho estava mais forte que a de costume. Num momento de descuido do garoto o
barquinho seguiu correnteza abaixo. O garoto correu atrás do barco, mas seu
esforço foi em vão. E
o barquinho foi levado pela correnteza.

A tristeza tomou conta do garoto de modo que
seu pai fez de tudo que podia para melhorar o humor do garoto: deu um galo,
umas cabrinhas (coisa de quem mora no interior), e nada do menino se animar.

Um dia o pai do garoto teve que ir à cidade
para comprar algumas coisas. Depois das compras o pai levou o garoto a uma loja
de coisas antigas. E para surpresa de todos, na vitrine da loja o menino viu o
seu barquinho.

—Pai olha meu barquinho!

— O pai respondeu: “tem certeza?”

— Sim! Veja o nó que o senhor me ensinou a
fazer… Olha a marca que eu fiz na madeira… É o meu barquinho!

O menino entrou na loja e disse à moça que
estava no balcão:

— Moça aquele é meu barquinho.

A moça disse que não era possível aquele
barquinho ser do menino, mas o menino insistiu e mostrou os detalhes que ele
próprio tinha feito, então a moça disse que o barco poderia até ter sido dele,
mas ela havia comprado e só sairia da loja vendido.

O garoto olhou para o pai, porém o pai já
estava sem dinheiro. Voltaram então para casa deixando o barquinho na loja.

Ao chegar em casa o garoto pegou o galo, as
cabras e os vendeu, guardando o dinheiro sem que ninguém soubesse.

No mês seguinte seu pai lhe chama e diz que iria
novamente à cidade para comprar algumas coisas e pergunta se o garoto queria ir
com ele. Sem demora o garoto vai onde guardou o dinheiro e coloca no bolso.
Chegando à cidade o menino pede ao pai para ir à loja do barquinho.

Quando entra na loja vai ao balcão e diz à
moça;

— “Vim buscar meu barquinho!”

— A moça responde “ele só sai daqui
vendido”.

— “Quanto é?” perguntou o garoto.

— A moça do balcão responde que é “X”.

O
garoto tira o dinheiro do bolso e paga pelo barquinho. A moça pergunta se ele
quer embrulhar, mas o garoto toma o barco da mão dela e abraça forte o
barquinho e diz repetidamente, “você é meu duas vezes”. “você é meu duas
vezes”. “você é meu duas vezes”.

A moça da loja pergunta por que ele está
dizendo que o barco é dele duas vezes?O garoto responde que o barquinho é dele
duas vezes, porque uma vez ele fez e a outra vez, porque ele comprou.

Do mesmo modo somos nós em relação a Deus. Somos filhos dele porque ele
nos fez. Isso é inquestionável. Mas precisamos ser filhos de Deus duas vezes.
Uma porque ele nos fez e outra porque ele nos comprou.

Um dia as correntezas da vida nos
levaram para longe dele. Essas correntezas de maneira súbita nos jogaram em um
vale enlamaçado e escuro donde não conseguimos sair sozinhos.

 

Porém, um dia o filho de Deus, Jesus Cristo, veio a este mundo para nos
mostrar a luz, para nos mostrar o caminho para fora desse vale escuro e nos dar
vida. Jesus veio a este mundo para pagar o preço por nossas vidas. Esse preço
foi pago lá na cruz do calvário.

Jesus pagou o preço para que todos quanto o recebessem fossem feitos
filhos de Deus. Filhos duas vezes: uma porque ele nos fez e outra, porque nos
comprou com a sua própria vida na cruz do calvário.

Ás vezes a vida se torna difícil e amarga. Não são poucos os problemas
que temos que enfrentar e mal superamos um aparece outro ainda maior. Quantas
vezes não olhamos para dentro de nossas próprias casas e dizemos “isso é uma
família”? Saiba que a vida sempre nos apresentará dissabores, mas uma coisa é
enfrentarmos esses dissabores sozinhos e outra é enfrentá-los sabendo que Deus
está do nosso lado. É como um pai age em relação a seu filho: protegendo,
zelando, guiando pelos melhores caminhos, se sacrificando para que você tenha o
melhor. E o melhor que podemos garantir para nossas vidas é ter a certeza de
passarmos a eternidade ao lado de Deus, mediante a pessoa de Jesus Cristo.
Deixe Deus mudar a tua história!

 

Receba
a Jesus e seja filho de Deus pela segunda vez; aceite o preço que foi pago!

(MENSAGEM APRESENTADA NO CULTO DE LOUVOR DA UNIJOVEM EM FERREIROS NO DIA 14/02/09)

JOÂO Cap. 6

EM BUSCA DO DEUS SOBRENATURAL

* Pr. Edivaldo Rocha

16/11/08

Uma pessoa a qual conheço é muito apegado a algumas práticas exotéricas. Quando procurou uma costureira a fim de reformar uma almofada que ele usava para prática da meditação foi questionado da seguinte maneira pela costureira:

—“O que o senhor vai fazer com essa almofada”? Perguntou a costureira

— Ao que responde o senhor que seria para encontrar “a luz” mediante a meditação.

A costureira não satisfeita com a resposta fez-lhe outra pergunta:

—“O que o senhor fará quando encontrar essa luz que procura”?

O senhor em questão abriu um “sorriso amarelo” e não soube o que responder.

Por incrível que pareça essa tem sido uma das características marcantes do fenômeno religioso típico da pós-modernidade. A espiritualidade é marcada por uma busca que termina em si mesma. E como no exemplo verídico acima as pessoas desprendem grandes esforços em busca de algo que não querem encontrar. Ou quando encontram não sabem como reagir ante ao resultado de sua busca.

Nesse sentido convido todos vocês que nos escutam (ou lêem este texto) a fazerem uma leitura do capítulo seis do evangelho segundo escreveu João. Os setenta e um versos deste capítulo são divididos na versão bíblica Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida em seis unidades interligadas: a primeira divisão corresponde aos versos 1-15 que narra a multiplicação do pães; a segunda divisão, 16-21, narra o episódio em que Jesus anda por sobre o mar; em seguida os versos 22-40 narra o discurso em que Jesus afirma ser o pão da vida descido dos céus; a quarta unidade 41-58 narra a murmuração dos judeus; a penúltima unidade 60-65 fala do escândalo que os discípulos alegaram ante as palavras de Jesus; por fim os versos 66-71 narra o momento em que alguns dos discípulos abandonam a Jesus.

A seqüência do texto descreve ou representa o retrato da religiosidade vivida em nossa cultura pós-moderna. Em outras palavras, representa a idéia de pessoas que buscam se realizarem espiritualmente, mas quando se deparam com o resultado de suas buscas não sabem o que fazer.

Jesus disse: “todo aquele que meu pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6:37).

Deus chama a pessoas para si fazendo-as se encontrarem com seu Filho, Jesus, que é “o caminho, a verdade e a vida” e ninguém alcança o Pai se não for por intermédio de dele. O verso 37 nos diz que todo aquele que vem a Jesus jamais será lançado fora, mas será para sempre ovelha de seu pastoreio. Estar no pastoreio de Jesus é ter a certeza que ele sempre estará cuidando de suas ovelhas.

Abrahan Maslow um famoso psicólogo americano desenvolveu uma teoria em que montava a pirâmide das necessidades. Essa pirâmide é bem conhecida nos cursos de liderança e de administração e diz que o ser humano tem algumas necessidades a vencer em sua vida.

 

Primeiramente o ser humano tem que satisfazer suas necessidades fisiológicas (alimentação, vestuário…);

vencida essas necessidades surge as necessidades de segurança, que giram em torno de uma estabilidade para manter a primeira;

em seguida vem as necessidades sociais (o ser humano quer fazer parte de um grupo);

a outra necessidade humana é a de reconhecimento ou de auto-estima;

por fim vem a necessidade de auto realização.

Pirâmide de Maslow

Diante dessas necessidades, onde está a necessidade de Deus? Santo Agostinho dizia que temos um vazio dentro de nós do tamanho de Deus, ou um vazio que só Deus poderá preencher. Os estudiosos dessa teoria de Maslow afirmam que a necessidade de Deus surge quando vencemos todas as necessidades da vida, ou seja, depois da auto-realização.

Embora essa teoria seja reconhecida e respeitada no mundo acadêmico eu discordo dessa interpretação religiosa que fazem do seu pensamento. Pois não importa se temos muito, pouco ou nada; não importa se somos crianças, jovens ou adultos, mais cedo ou mais tarde todos nós precisaremos preencher o vazio de Deus em nossas vidas.

A teoria de Maslow vai mostrar que só pessoas que venceram todas as suas necessidades podem desprender uma busca para encontrar a Deus. Porém a história da humanidade mostra uma realidade diferente. Nesse sentido não posso me esquecer da história de Agar. Mulher que poderia ter sido a herdeira de um grande patrimônio do patriarca Abraão, mas no lugar disso foi injustiçada, humilhada e expulsa de casa.

Quando vagava pelo deserto viu seu alimento acabar e sua água secar. Quando seu filho chorava por não ter o que comer e o que beber ela se afastou e ficou a distância, pois aquela mãe não agüentava ver de perto o sofrimento de sua criança. Suas esperanças definhavam com a imagem de seu filho a beira da morte.

Quando Agar estava no fundo do poço da vida, Deus vem ao seu encontro e diz que apesar das circunstâncias ele estava tomando conta  dela e de seu filho Ismael.

A história de Agar revela uma coisa muito importante: Deus vem ao nosso encontro. A presença de Jesus aqui na terra é a maior prova desse fato.

Mas o que fazer quando Deus vem ao nosso encontro?

O texto de João 6 mostra que o povo não soube direito o que fazer quando Deus veio ao seu encontro na pessoa de Jesus.

Primeiro tentaram fazer dele um rei pela força: “Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte” (6:15).

Segundo tentaram se aproveitar de sua boa vontade: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (6:26).

Em terceiro lugar, murmuraram quando ele afirmou sua divindade e cobrou mudança de vida: “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu?” (6:41-42s).

Já não fosse isso demais, se sentiram escandalizados quando afirmou ser enviado por Deus: “Mas Jesus, sabendo por si mesmo que eles murmuravam a respeito de suas palavras, interpelou-os: Isto vos escandaliza? Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava?” (6:61-62). O interessante nesse trecho é que quando realizou milagres curando enfermos, multiplicando os pães, expulsando demônios ninguém se escandalizou.

E por fim muitos reagiram abandonando a Jesus: “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (6:66).

O povo que a muito tempo esperou e procurou o Messias prometido, o Ungido de Deus, não soube como reagir quando alcançou o que esperava e encontrou o que buscava.

Todos nós sem exceção desejamos em nosso intimo encontrar com o Deus sobrenatural.

Hoje Deus veio ao seu encontro. Qual será a sua resposta?

Hoje Deus te chama para preencher o vazio da tua vida; hoje ele te chama para mudar a tua história; hoje ele está aqui para te tirar do deserto que se tornou a sua existência; ele está aqui para te tirar do fundo do poço.

Quem sabe possas estar dizendo: “quem sou eu para que Jesus queira me ajudar”? Sabe qual é a resposta para esta pergunta?

Aquela do verso 37: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. Sabe o que isso significa? Que não importa como você esteja, não importa o que você já fez, ele te aceita de braços abertos e jamais deixará que você saia de junto dele.

Diga sim para Deus; ele já disse sim para você!

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13)

mensagem no Salmo 30:5

DIAS MELHORES VIRÃO

*Pr. Edivaldo Rocha

Pensava eu sobre o rei Davi quando este escrevia o salmo 30. Mais precisamente quando lia a última parte do verso 5 que nos diz: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

            Os dias de mocidade de Davi mostravam um jovem trabalhador. Não é em vão que tomava conta do rebanho de seu pai. Mostrava a história de um jovem forte que lutara com ursos e leões. Sua mocidade mostrava que era um jovem de coragem, quando decidira lutar com o gigante Golias tendo nas mãos apenas uma funda e nos bolsos algumas pedras.

Os dias se passaram e a vida de Davi mudava à medida que envelhecia. Não que ele houvesse perdido o gosto pelo trabalho, ou sua coragem. Digo que sua vida mudou porque as suas ações não diziam mais respeito às ovelhas de seu pai, mas suas ações, enquanto rei, refletiam agora no povo. Os dias que se passaram trouxeram para Davi responsabilidades maiores. E muito embora sua experiência aumentasse ao longo dos anos, suas forças diminuíam e sua coragem colocava em risco a sua própria vida.

No livro de 2Sm 21:15-17, temos o relato que Davi saiu para o confronto com uns filisteus da estatura de Golias, filisteus descendentes de gigantes. Talvez Davi havia pensado consigo mesmo: “um dia venci o gigante Golias em nome do Senhor, o que me impede de vencer um dos seus descendentes agora?” Só que Davi embora tivesse a mesma coragem de sua mocidade, não tinha mais a mesma vitalidade e força. Por um triz não perdeu a sua vida. E se alguém perguntar por que Deus não lutou com Davi naquele momento com fez no passado. Diríamos que na presente data os homens de Israel podiam vencer, como fizeram, sem precisar usar um garoto com funda e algumas pedras. Na época de Golias os homens fortes de Israel estavam se acovardando, mas no período do conflito descrito em 2° Samuel, não faltava coragem para os guerreiros de Israel.

A vida do rei Davi exposta em alguns de seus Salmos descreve que os dias também trouxeram sérios problemas de Saúde. A ponto de ele comparar essas crises de saúde com o “vale da sombra da morte” no salmo 23:4.

O salmo 30 também é fruto de momentos difíceis na vida de Davi. Os pesquisadores apontam que o que motivou este salmo foi uma pesada enfermidade, que quase lhe levou à morte. E quando procuro entender o que a segunda parte do verso 5 significaria para Davi, não posso deixar de perceber a chama de esperança viva dentro de seu peito.

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”, é mais que uma rima melodiosa de uma música. Ela é a síntese da esperança mantida pelo próprio Deus no coração de Davi.

Em outras palavras é uma certeza que depois daqueles dias maus e dias de dor, a alegria viria com o amanhecer de um novo tempo.

Quando recebi o tema para esta mensagem, que é o tema da alegria, não pude deixar de vislumbrar a difícil tarefa de falar de alegria quando muitos estão sofrendo. Contudo, falar de alegria é falar de esperança. Falar de alegria é mostrar esperança aos olhos que já estão cansados de tanto chorar.

Ontem pensava a respeito do aniversário da irmã Kátia  (no último Sábado 18/10/08) e ensaiava algumas palavras caso a ocasião precisasse que fosse dito algo. E refletia sobre os dias que passam em nossas vidas e fazem que sempre uma idade nova nos chegue. E nessa reflexão questionei o que representa o passar dos dias para quem está sofrendo?

Diante desse questionamento cheguei a seguinte conclusão: os dias novos que se sucedem em nossas vidas podem representar esperança. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

            Agora notem que eu não usei as palavras “com certeza” os dias que se sucedem em nossas vidas representaram esperança. Usei, “podem representar”, e por quê?

            Porque tudo dependerá de como encararemos esses novos dias em nossas vidas.

            Se encararmos a cada dia que nasce remoendo os dias tristes e as coisas desagradáveis que nos aconteceram nos dias que se passaram, os novos dias serão um sinônimo da prolongação do sofrimento e viveremos numa angústia sem fim.

            Porém, se encararmos os novos dias que Deus nos oferece como uma oportunidade de correr atrás e alcançar a alegria tão desejada por qualquer pessoa, os dias que sempre se sucedem em serão um referencial de esperança. E com certeza poderemos dizer como o salmista: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

Nos versos 11 e 12, o salmista já de posse da vitória que o Senhor lhe proporcionara disse:

“Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu
espírito te cante louvores e não se cale.

 Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre.”.

Pela dádiva de um dia vir após outro trazendo esperança para continuarmos a viver em alegria é que o podemos acreditar como o salmista que dias melhores virão. Creia você também nisto!

 (mensagem apresentada na Congregação da Igreja Batista em Apipucos em Timbi no dia 19/10/08)

mensagem no salmo 125

AÇÃO, REAÇÃO E PROTEÇÃO

*Pr. Edivaldo Rocha

“Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre. O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniqüidade. Faze o bem, Senhor, aos bons e aos retos de coração. Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores. Paz sobre Israel!” (Sl 125)

Hoje refletiremos sobre as verdades de Deus descritas no salmo 125. Salmo que foi escrito por um homem que tinha sua confiança alicerçada no Deus altíssimo. As linhas do salmo ainda hoje inspiram os compositores musicais a declamar verdadeiros versos de adoração a esse Deus que protege e mantém de pé o seu povo.

Este salmo era cantado pelos fiéis que vinham em romarias para cultuar no Templo do Senhor em Jerusalém. Tais linhas nos apresentam pelo menos três lições que intitularei de ação, reação e proteção.

 

  • AÇÃO

A primeira lição que a palavra no ensina fala da ação do povo de Deus, quando este deposita sua confiança em Deus.

Imagino que o salmista escreveu as primeiras linhas deste salmo quando contemplava o povo que chegava à Jerusalém para cultuar a Deus. O povo ao ver o monte Sião se regozijava com o significado do seu nome: fortaleza.

Fortaleza: era o que Sião representava para o povo. Pois nele foi construído o templo do Senhor. O salmista descreve que quando povo confia no seu Deus, esse povo é inabalável com é o monte Sião. Este povo resiste firme como uma montanha e nada o abalará.

Quando o crente confia, ele se torna uma verdadeira fortaleza na linguagem do salmista. E o que isso representa? Representa que quando os ataques vem, o crente permanece de pé, firme e inabalável como um monte.

Hoje algumas pessoas se abalam e até caem ante as dificuldades, demonstrando um reflexo de falta de confiança em Deus. Alguns crentes se esquecem que é Deus que mantém o crente firme: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fl 2:13).

E confiar em Deus é deixar sem reservas que ele faça em nossas vidas o que ele quer fazer.

Confiar plenamente em Deus o nível mais alto de nossa fé e isso nos garante que sejamos como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

 

  • REAÇÃO

O apóstolo Paulo diz na sua carta aos efésios 6:12 que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.

Essa afirmativa nos leva a entender bem o que o salmista escreve nos versos 3 e 5 do salmo, que diz: “O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniqüidade. Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores”.

Todos nós sabemos que pela incredulidade do mundo Jesus não agradou a todos. Nós como crentes não estamos livres dessa realidade. Volta e meia somos atacados por pessoas que nem sabemos ao certo o porquê estão sendo hostis conosco. A inveja, o egoísmo e a despeita são os sentimentos que muitas vezes alimenta aqueles que nos atacam.

Creio que esta reação que sofremos por sermos servos é fruto da batalha espiritual descrita pelo apóstolo Paulo no texto de efésios acima. Contudo, vejo como também expressa o salmista, que esta reação por mais maldosa que seja não abalará os que confiam no Senhor. Pois o próprio Senhor no tempo apropriado colocará por terra o cetro dos ímpios e colocará a margem àqueles que maquinam o nosso mal.

 

  • PROTEÇÃO

Depois de analisar essas duas primeiras lições, resta-nos apresentar como o salmista descreve esse Senhor. “Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre” (v. 2). Jerusalém é ma cidade protegida pelo relevo montanhoso do Monte das Oliveiras, Monte Moriá e Monte Sião. E a comparação que o salmista faz e que o Senhor é como os montes que envolvem Jerusalém. Montes que ilustram a proteção do Senhor para seu povo que nele confia.

Deus está em volta de seu povo, como montanhas podem estar em volta de uma cidade. As montanhas que servem de escudo protegem a cidade. O Senhor é esse escudo daqueles que confiam na sua provisão. Não obstante fazer o bem àqueles que o amam.

O que mais poderíamos dizer nestas linhas? Apenas, que a confiança no Senhor dá àqueles que nele esperam a certeza que permaneceremos firmes ante as adversidades da vida, que os que maquinam nosso mal serão desviados da nossa presença pelo próprio Deus que é para o seu povo uma barreira protetora, que jamais nos abandonará.

É por isso que acreditamos que vale a pena confiar no Senhor!

O Segredo do Viver

(330CC)

1- Quando nos cercar o mal, ao rugir do temporal,

Em Jesus é confiar, nunca poderá falhar.

O segredo do viver, o segredo do vencer,

É em Cristo confiar! Nunca, nunca duvidar.

2- Quando a dor ou aflição vem turbar o coração,

É preciso confiar, a Jesus tudo entregar.

3- Quando fraco me sentir, quando o mundo me oprimir,

E pesar a minha cruz, “crê somente!” diz Jesus.

4- Quer nas trevas, quer na luz, sempre perto está Jesus,

Perto e pronto pra salvar quem somente confiar.

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos no dia 08/10/08)

MENSAGEM BÍBLICA

A CAMINHO DE DAMASCO

*Pr. Edivaldo Rocha

“Mas na estrada de Damasco, quando Saulo já estava perto daquela cidade, de repente, uma luz que vinha do céu brilhou em volta dele. Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia: Saulo, Saulo, por que você me persegue?” (At 9:3-4).

Saulo foi um militante judeu do partido do farisaísmo. No exercício de sua religiosidade dividia seu tempo entre executar mandado de prisão e castigar quem se professava cristão. É interessante que o farisaísmo, bem como os outros partidos do judaísmo remontava uma religião nacionalista. É o que mais ou menos o hinduísmo é para o povo da Índia. Não há como ser hinduísta sem nascer na Índia. É claro que para ser praticante do judaísmo, não é necessário nascer em Israel. O judaísmo aceitava conversões. Mas a ação de Saulo se caracterizava em perseguir a denominada no momento seita cristã. Não importa onde o praticante estivesse, Saulo perseguia e trazia o indivíduo para Jerusalém par a punição prevista.

O trecho bíblico selecionado narra o episódio aonde Saulo vai em “caça aos cristãos” fora dos limites de Israel. Saulo vai para a Damasco que na época pertencia à Síria dominada pelo Império Romano. Então os fatos demonstram que Saulo usando de sua cidadania romana percorria todo Império a procura de cristãos para prendê-los.

Se nos perguntássemos que motivos levaram Saulo e desprender tão grande esforço, talvez elencássemos que fora por sua religião. Mas essa alternativa não generaliza o fato em si. Ou seja, nem todos os fariseus perseguiam os cristãos como Saulo fazia. Poderíamos dizer que Saulo tinha ódios dos cristãos. Essa alternativa também encontra seus problemas de justificativas, visto o ponto que o Império Romano não iria deixar a solta um Judeu enfurecido. Quem não pensaria que esse judeu não pudesse mais tarde transferir esse ódio por seus dominadores, então essa alternativa se mostrava como possível problema que os romanos não queriam ver concretizar. Contudo, os fatos me levam a crer que Saulo perseguia os cristãos simplesmente por achar que estava certo agir assim.

Nós devemos lembrar que Saulo era um religioso zeloso. E por religioso zeloso entendo que é aquele tipo de religioso que procura agradar ao seu Deus. Saulo acreditava que perseguindo os cristãos estaria sendo zeloso com sua religião. Saulo agia conforme acreditava e por isso perseguia “em nome de Deus”.

O caminho para damasco na vida de Saulo não foi um momento de repreensão por ter agido errado, mas foi um momento de reajustamento de valores, ou até mesmo troca de valores, foi um momento de reajustamento de condutas de fé.

O caminho de Damasco foi momento onde o fariseu Saulo entendeu que nem sempre quando pensamos estar certos e convictos, estamos fazendo a vontade de Deus. Por vezes como crentes, que trabalhamos na casa do Senhor, precisamos avaliar se nossos métodos, nossa conduta, nossos meios são realmente aquilo que o Senhor queria que fizéssemos. Precisamos lembrar que Saulo agia como agia por acreditar que estava fazendo o certo. Não acredito que ele fosse um homem mal, egoísta ou fanático. Faltava-lhe apenas o caminho de Damasco para entender realmente de que lado Deus estava.

Depois do caminho de Damasco Saulo aprendeu a olhar com outros olhos, com uma nova perspectiva os caminhos de Deus para sua vida. Então sua fé encontrou sentido pleno e seus dias não foram mais em vão.

Seria bom se de vez em quando passássemos pelo caminho de Damasco nem que fosse só para ter a certeza que estamos do lado certo e que nossas metas estão de acordo com as metas traçadas realmente por Deus. O caminho de Damasco deve ser para o crente o momento de confirmação que estamos fazendo a vontade de Deus e não a nossa.

Pensemos cuidadosamente nessa possibilidade de percorrer o caminho de Damasco. Só temos a ganhar.

“buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13).

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